Outras tiras

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Hoje é mais uma segunda-feira em que a promessa de "voltar para a acadêmia" foi quebrada. Não consigo conceber a ideia de ficar meia-hora caminhando numa esteira, depois mais uma hora puxando ferro e mais meia-hora na bicleta ergométrica. Sei que é muito bom e não deveria abrir mão de fazer, afinal, o sedentarismo é minha segunda profissão, mas... quantas tiras e desenhos eu poderia fazer nesse tempo? Estou, como diria John Lennon, na minha fase Elvis e espero não entrar na minha fase Léo Jaime, mas tentar convencer meu cérebro preguiçøso de que academia iria me fazer bem é uma tarefa tão difícil quanto adquirir uma "barriga invertida".

Por falar em John Lennon, acho que não existe uma pessoa com tanta ironia e senso de humor do que esse cara no mundo do rock. Vejam, ele conseguia ser quase um irmão Marx, sem cair no estilo "clown" de outros caras da música. Ninguém criou tantas frases sarcásticas como ele. Por exemplo, essa da "fase Elvis", se referindo ao fato de os Beatles estarem ficando gordos de tantos jantares e conferências. Outra:"Como vocês vieram parar nos EUA"? " Fomos até a Groenlândia e viramos à esquerda".  John Lennon era o Jules Feiffer da música. E por isso eu acho que, se estivesse vivo, eu iria num shoe dele nem que tivesse que fosse de bicileta ergométrica.

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Será que alguma editora se interessaria em publicar um livro com essas tiras (quase) sem texto e nenhum personagem fixo? Acho que todo artista um deveria matar seus personagens.

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Escrito por Benett às 15h23
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TIIIIRRRRRAAAAAASSSSZZZZZ

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Essas são as tiras que ando desenhando compulsivamente nos últimos dias. Acho que desenhar tiras sem texto é um desafio muito, mas muito maior do que tiras com diálogos e personagens.

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Escrito por Benett às 13h27
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Um conto depois de muito tempo

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Foi de uma maneira um tanto prosaica, para a dimensão do acontecimento, que eu deveria atribuir a algum engraçadinho querendo rir da minha cara. Chegou pelo Correio. O endereço do remetente é aqui perto de casa, mas a data da postagem é que me pegou de jeito: mais de cem anos à frente. Sim, é uma carta do futuro. Eu não sei que serviço postal o sujeito usou, mas o fato é que a carta chegou em tempo de eu ler. Bem, vejam vocês mesmos do que se trata:

 

“Uma carta para meu tataravô, Benett, já morto.

Quando assertivamente falamos que não gostamos de pessoas que assobiam, pessoas que usam bigodinho fino, pessoas que bebem o café direto do bico do bule, pessoas que limpam o suor das axilas nas toalhas de rosto, pessoas que raspam o barro da sola do sapato na escada de sua casa, pessoas que espirram e  limpam o nariz no cachorro, pessoas que espalham perdigotos nas bacias de comida do buffet, e etc., alguém irá lhe apontar o dedo e acusá-lo de intolerante com as diversidades. Todas as diversidades, não importam quais, especialmente aquelas que diferem umas das outras.

Estamos no ano de 2117.

Outro dia um homem disse “bom dia” para os vizinhos no elevador de seu prédio e foi duramente reprimido por uma garota hippie que o acusou de não respeitar o direito individual dos niilistas (sim, os hippies de hoje são niilistas) de terem dias tenebrosos e infelizes. A bicho-grilo disse que, agora, sentia-se pressionada pela sociedade para ter um dia alegre, colorido e cheio de vida, coisa que ia de encontro à sua tristeza natural e profunda, e poderia miseravelmente eclipsar a melancolia acolhedora das trevas. A pé de hobbit não podia admitir uma violência dessas contra ela e contra o que ela representa. Um advogado espremido entre as senhoras com sacolinhas de compra, se animou em mover uma ação contra o pobre bonifrate, que já se viu andando pelas ruas vestindo apenas um barril preso a dois suspensórios, por conta da grana que voaria de sua conta bancária direto para o bolso do rábula oportunista, em uma quase provável condenação.

O Natal foi abolido no País no dia 25/12/2100.

Em um movimento orquestrado de forma magistral pela ACAC – Associação dos Comerciários Anti-consumistas- e pela Igreja da Realidade Paralela – uma Igreja que acredita que, em uma realidade paralela, Deus não existe- consumou-se o, digamos, golpe, na madrugada de um feriado prolongado, em votação sigilosa, na ALS – Assembleia Legislativa Secreta, um lugar onde deputados e senadores exercem suas funções e ninguém ninguém tem a menor ideia de onde fica.

A Ordem dos Advogados Oportunistas processou individualmente todos os cidadãos do País por silenciarem e, por consequência, se omitirem de tal decisão – prejudicando diretamente a OAO, que não teria mais rendimentos gerados por ações contra fabricantes de brinquedos. Não preciso dizer que todos os cidadãos perderam.

O garoto que conseguiu ser costurado a um cachorro.

A legislação foi flexível e o menino de 5 anos, orientado por seus pais e um astuto cirurgião plástico, conseguiu na justiça o direito de tornarem-se irmãos siameses. Apesar da ideia um tanto controversa, população apoiou o direito do menino de ficar para sempre costurado em seu melhor amigo, enxergando ali uma brecha para o direito que os cidadãos têm de fazer o que bem entenderem com os seus corpos. O garoto recebeu apoio do AUQCQPL – Artistas Unidos por Qualquer Causa que Pareça Legal e políticos progressistas do PPO – Partido dos Políticos Oportunistas.  No final, todos ficaram felizes por eles. Exceto meu cãozinho, rosnou um pouco.

Os juízes, por fim, conquistaram o direito a mais uma verba milionária mensal chamada Vale Existência. O benefício é destinado a todos os magistrados que comprovem estarem vivos – para isso basta ir ào INSS e manter-se respirando por mais de 30 segundos- e, pode ser ampliada para o caso de um juiz levar uma vida dupla ou ter dupla personalidade.

Meu querido avô Benett. Infelizmente não nos conhecemos, mas eu adoraria que você soubesse como é a vida aqui na República Socialista Islâmica Agnóstica Ateísta Evangélica do Brasil em 2117. Sei que você apoiava causas como a dos gays, feminismo, era contra o racismo, e lutava com seus desenhos contra a corrupção. Acredite, as coisas melhoraram bastante. A homofobia e o racismo praticamente desapareceram, as mulheres conquistaram seus direitos. Já a corrupção ela foi aprovada unanimemente por parlamentares, graças a um acordo entre a oposição – que está no governo- e a situação – que é contra o governo.

A política, você pode não acreditar, melhorou. Ontem mesmo o presidente da república resolveu mudar de sexo novamente. É a terceira vez em um ano. Quando a popularidade despenca, ele faz uma operação e os números voltam a subir. Outra mania é mudar de etnia. Começou como oriental, adotou a linha afro e, agora, tem se esforçado para ser albino.

Mas é, isso. Em breve mando mais notícias do futuro.

De seu tataraneto, #YP&*4. ( sim, esse é um nome de meu tempo).”



Escrito por Benett às 11h23
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Em Punta Gruessa

Oficina de charges e tiras em quadrinhos. Dias 13 e 14/09 na FLICAMPOS.

- Todas as manhas de como desenhar uma tira em quadrinhos. Qual o formato? Que material usar? Sobre o que falar? Devo ou não criar personagens? Leitura e elaboração de tiras e mais um monte de papo-furado sobre o assunto.

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- Charges políticas deixa rico? Devo ser independente para criticar situação e oposição? Fazer charge política a favor é propaganda? Preciso realmente ler todos os jornais para desenhar uma charge?

 

TUDO ISSO E MUITO MAIS - ou menos, depende do ponto de vista - na Oficina de Tiras e Charges. Dias 13 e 14/09 (sábado e domingo) na FLICAMPOS. Das 16 às 19h00. Em Ponta Grossa!!!



Escrito por Benett às 16h51
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Ainda respiramos.

As coisas acontecerão AQUI agora >>>>>>>> https://cartunistabenett.wordpress.com/2014/08/30/comecar-tudo-de-novo/

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Algumas tiras que você já deve ter visto por aí:

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Muita, muita coisa mudou em minha vida. E parece que continua mudando. Mudei de apartamento, duas das pessoas mais importantes de minha vida se foram, outra chegou e vem mais uma por aí, alguns hábitos mudaram, ideias, pensamentos, percepções, visão de mundo. Tudo está mudando, rápido, virando as coisas de cabeça para baixo. E eu estou tentando ver onde isso vai parar. Acho que, assim como o antigo blog benett-0-matic representou um período de minha vida que se encerrou com a criação deste blog, o fim deste e o surgimento de outro - ou outra coisa qualquer- pode simbolizar o momento de ruptura e mutações que vêm acontecendo há algum tempo... que ansiedade! (Benett)

Tem um texto sobre depressão no SALMONELAS. Tem link ao lado >>>>>>

A pedidos: a última selfie do cartunista, chargista e punguista Benett

Tiras? Aqui: https://twitter.com/Benett_




Escrito por Benett às 23h33
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Quase um mes...

...sem postar nada. Um recorde, hein? Aí vão algumas ilustrações...

01 - Ilustra para um texto do Luís Henrique Pellanda

02 - Sobre jornais e jornalismo.

03 - Ilustra para a Gazeta do Povo

04 - Outra ilustra para texto do Pellanda

05 - Ilustra publicada na Gazeta do Povo

06 - João Ubaldo Ribeiro, para um texto do Luís Fernando Veríssimo.

07 - Mais sobre jornal





Escrito por Benett às 20h07
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My Younger Days

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Ilustra para um texto do Luis Henrique Pellanda

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Este é o Benett, em seu antigo estúdio - a foto é da Lu Reis e da Paula Senff

O cartunista Charles Barsotti morreu. É muito triste quando um cartunista morre. Significa, entre outras coisas, nunca mais iremos ler nada novo com seu desenho, seu humor e seu texto. Cartuns como esse abaixo, por exemplo, que é absolutamente original.

My Younger Days > http://www.youtube.com/watch?v=mbgcRpk7kCM



Escrito por Benett às 10h01
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A Incoveniencia da Existencia

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ILUZTRaZONNN

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Vicente Tarente- O cartunista/chargista Benett em um momento de reflexão: que merda eu tinha cabeça quando fiz aquilo?


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Quantas tiras, não? A vantagem de demorar para atualizar o blog é que dá para reunir bastante material para o post seguinte. Mas é só.



Escrito por Benett às 20h10
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Mtzplyck

Amok na capa de um zine chamado Tripa

por falar em Amok, tem uma matéria com o criador do personagem na última edição da Monotipia. Veja AQUI

01 - Seria um novo personagem?


 

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E esse é um velho personagem

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Só mais uma...



Escrito por Benett às 07h55
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Cuckoo is a pretty bird

Pediram-me uma versão do Walter Ego, o clássico personagem do Angeli, para uma matéria no jornal. Não publicaram, então utilizo aqui nessa espelunca virtual

Suicide is solution?

Vocês já ouviram a história de que, quando você sonha que está caindo, você nunca realmente bate no chão -sempre acorda antes- porque, se bater, de fato morre? Dormindo, do nada. Bem, isso me parece pra lá de esdrúxulo, mas foi o que me disseram na infância e eu acreditei nisso para sempre, sem me perguntar muito por quê? (Ataque do coração?)

Noite dessas sonhei que tinha uma grande confusão em minha casa -que não era minha casa, claro- e eu tinha uma arma na mão. E tive um trabalho do cão para espantar todo mundo para fora. Exausto, sentei no meio-fio (sim, tinha um meio-fio na casa, imensa, tipo uma mansão de Beverly Hills). A imagem que eu tinha era a de um espectador observando à distância. Eu via a mim mesmo gritando, ameaçando e expulsando gente chata. Então, subitamente, enfiei a arma no céu da boca e puxei o gatilho e ouvi o barulho do tiro. Sabe o que aconteceu? Acordei.

Para a minha felicidade, não morri. O que me levou imediatamente àquele senhor argentino que não comeu muito cenouras na infância (Borges) que tinha uma teoria de que a vida é apenas um sonho. E quando morremos, despertamos de um sonho e imediatamente estamos em outro, mantendo a consciência num fluxo contínuo e ininterrupto, o que nos transforma imediatamente em todos e ao mesmo tempo o mesmo ser humano. Profundo isso, não? E nem precisei tomar chá de cogumelo.

Um novo personagem sem vergonha - a velha história da criança que pensa, age e fala como adulto, você diria. Não, não é. No caso, é adulto que pensa, age e se comporta como uma criança: Deus.

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Para se pensar

Dia desses estava numa agência dos Correios. Tava chovendo e eu entrei como meu guarda-chuva ensopado e, para não inundar o chão do lugar, coloquei-o num cesto encostado na parede. Minutos depois um mendigo entra na agência pedindo dinheiro para comprar marmita. Ele tava com fome. Crack e pinga devem dar fome em algum momento. Ninguém mexeu um músculo da face sequer. Eu o chamei e dei 85 centavos. O gesto fez com que outras pessoas dessem mais alguma grana. Uma senhora deu 1 real. Logo em seguida o mendigo foi retirado do local. Antes de sair, ele passou a mão no meu guarda-chuva e desapareceu na multidão da rua. Eu fui embora na chuva e cheguei em casa encharcado. A humanidade não funciona.



Escrito por Benett às 10h32
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Curitiba Social Media

No sábado, dia 25/05, estarei num bate-papo com meus a cartunista Pryscila Vieira e o cartunista Maurício Ricardo no Curitiba Social Media, falando sobre Webcomics. Será as 18h50 no Canal da Música. Veja a programação AQUI. Vai lá!



Escrito por Benett às 15h53
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HQ MIX

O livro do Amok foi indicado ao Troféu HQ MIX. Concorre com Macanudo, Calvin e Níquel Náusea, entre outros. Por sinal, o prefácio foi escrito pelo Fernando Gonsales, criador do Níquel Náusea. Acho que foi ele quem deu sorte.

para quem não conhece...

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Escrito por Benett às 11h59
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As coisas nao mudam...

Buster Keaton - para um texto do Cristovão Tezza

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Escrito por Benett às 19h24
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Yes, nos temos bananas

Toda essa polêmica envolvendo bananas me lembrou daquele filme do Woody Allen, Bananas. E de um certo conto de Jerome.

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1952


"Quando a autodestruição brota no coração, parece ser menor do que um grão de areia. É uma dor de cabeça, uma leve indigestão, um dedo inflamado, mas você perde o trem das 8h20 e chega atrasado à reunião sobre a dívida do cartão de crédito. O velho amigo com quem você se encontra para almocar esgota a sua paciência sem mais nem menos e num esforço para ser agradável você toma três drinques, mas a essa altura o dia já perdeu a forma, o propósito e o significado. Na esperança de lhe devolver algum sentido de beleza, você bebe demais nos coquetéis e fala demais, dá em cima da mulher de alguém e termina fazendo algo idiota e obsceno, e pela manha você quer estar morto. Mas quando tenta reconstituir o caminho que o conduziu a este abismo, tudo que você encontra é um grão de areia."

do diário de John Cheever

courtesy by BoBO



Escrito por Benett às 08h31
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Intoxicado

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Ilustra sobre Lavoura Arcaica, do Raduan Nassar.

Retrato de um velho imaginário.

02 - Mais ilustras. Tenho feito um monte delas este mêss. Obviamente de cada dez desenhos, gosto de um ou dois.

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Blargh

06 - Nem sei mais porque coloco esses números aqui...

Era isso. Anything else?



Escrito por Benett às 17h00
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