Draws

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TREZE eu disse 13 charges no Charges do Benett. Clica AQUI para vê-las.

Ilustras não publicadas que fiz para ESTE livro.

Corra de Malcolm Gladwell, Tibor Fischer, Dave Eggers, Leornard Mlodinow, David Foenkinos, JT Leroy, Will Self, Martin Page, Lydia Davis e todos esses escritores/jornalistas-escritores que surgem como se fossem bandas indies do momento despontando para o mainstream. Não perca tempo lendo essas porcarias. Por quê? Porque é perda de tempo, só isso.

Ah, e esses livros do tipo O Que Sócrates diria a Woody Allen e Carta Aberta de Platão a Woody Allen... que caça-níqueis miseráveis!!!

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Escrito por Benett às 14h46
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Wake UP

Amok 01

War Pig

Amok 02



Escrito por Benett às 10h46
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De Volta a Vida Real

01

Aqui estou eu de novo espremendo a cachola para extrair algo minimamente interessante e, se possível engraçado, mas a última coisa que poderia agora é ser engraçado e minimamente interessante. Dormi demais e não consigo fazer as ideias tornarem-se claras ainda na minha cachola. Ontem fui afetado por algumas imagens que não deveriam perturbar um cara que tem um personagem que é um amok. Tive que desenhar um rinoceronte e resolvi procurar algumas imagens no Google e me deparei com fotos de rinocerontes mortos, com os chifres arrancados. Outros ainda vivos, agonizando, com a parte da cabeça onde ficam os chifres serrados. Um pouco antes assisti o vídeo de um rebelde sírio arrancando e comendo o coração de um soldado fiel ao governo. Foi o que bastou para eu voltar para a cama e passar o dia ali sem a menor vontade de ver ou falar com alguém. Além do mais era segunda-feira.

Estou meio tonto olhando para um exemplar de Um Operário em Férias, novo livro do Cristovão Tezza com algumas ilustrações minhas (algumas desses post foram feitas para o livro mas não entraram na edição final). Livros, nunca vamos conseguir ler todos os que queremos. Quer dizer, esse eu li. Mas tenho vários outros implorando por serem ao menos notados. Dia desses ganhei um prêmio na redação do jornal pela "Melhor Matéria de Entretenimento". Era um vale de 200 reais em livros. Consegui algumas coisas legais como um do Banksy, um do Lucien Freud e outro chamado A Arte do Rock. Mas não consegui sequer folhear alguns deles.

Ando trampando pra chuchu. E nos momentos de folga prefiro simplemente fazer outra coisa a atualizar blog, palpitar no Twitter ou ver as porcarias do "Feice". Tô achando a blogosfera mais cretina do que os canais de TV aberto. Cada discussão que não vale a pena nem tomar conhecimento.O Twitter tornou algumas pessoas pra lá de previsíveis e, se você não quer nem ler os 140 caracteres que ela publica, quem dirá conviver cinco minutos com uma pessoa dessas, que tem opinião para tudo. Bem, acho que você também não querem ficar lendo essas besteiras que estou escrevendo aqui. Fiquem com as tiras e mais alguns desenhos. Eu vou para a prancheta, fazer a única coisa que sei fazer: tentar desenhar.


Ah, eu já tinha desenhado um canguru antes. Foi para uma coluna do próprio Tezza, em 2010.



Escrito por Benett às 09h38
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AMOK

Em breve, pela Mórula Editorial

foto de Paty Oliveira



Escrito por Benett às 11h16
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Penguins

Ideia para um personagem de tira em quadrinho: um lemingue escritor suicida chamado Ernest Leminge. Também pode ser um cartum com um monte de lemingues com a cara do escritor norte-americano caindo de um penhasco. O título do cartum seria "hemingways". Não adianta, eu nunca vou saber desenhar como uma criança de cinco anos. Ou de sete...

Amok

Acho que esse blog vai dar um tempo. Bye...



Escrito por Benett às 15h38
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Animais

animais


desenhos de animais para o jornal. quando era pequeno eu tinha um livro com imagens de várias espécies de animais. e ter que desenhá-los hoje me lembrou estranhamente desse livro, que minha mãe insistia em chamar de "álbum de fotografias da família". brinks. não lembro que livro era ou do que tratava exatamente, mas lembro de um desenho grande e colorido com leões, elefantes, girafas e ursos andando lado a lado. e não era beuwolf porque minha tia depilava as pernas e o buço.

do jeito que a memória é traiçoeira, aposto que se eu visse esse livro hoje ele não seria nada disso do que está armazenado na minha cachola. é bem provável que os animais fossem latas de cereais e o livro não passasse de um quadro na parede. minha memória é tão traiçoeira que se eu ficar de costas ela me apunhala com a nostalgia mais piegas que existe.

redução da maioridade penal

desenhar animais faz um bem enorme. melhor do que desenhar políticos ou pastores religiosos. a realidade me deixa exausto. ontem fiquei o dia todo matutando uma charge sobre redução da maioridade penal. a discussão é absurda e as pessoas não percebem a animalização tomando conta de suas faculdades mentais. não vi comoção ou manifestações de revolta pela morte de um jovem de 14 anos chamado piuí, que foi assassinado a queima-roupa por dois homens em uma moto. piuí estava sentado na porta de uma fábrica ou loja e falava ao celular quando, o que pareciam ser integrantes de um grupo de extermínio (polícia?), disparou mais de 10 vezes contra ele. por nada. por menos de um celular. e isso não gerou passeata, não gerou enquetes. piuí nasceu e cresceu no carrinho de catar papel de seu pai. quando vi essa história fiquei realmente mal. que vida esse garoto teve? que chance ele teve de mudar sua história? a única vez que o estado chegou até ele foi à paisana, numa moto e atirando a queima-roupa.

enquanto não emplaca o projeto de lei que reduz a maioridade penal, a sociedade vai apagando uma pessoa negra aqui, uma pobre ali, queimando um índio numa praça. é o jeito de resolverem o problema, que não é apenas de violência, mas uma espécie de xenofobia de classe social.

*

talvez um dia eu crie uma tira em quadrinhos só com animais que se passe num pântano chamado okefeenokee e que seja uma alegoria sobre a humanidade. ah, não walt kelly já pensou nisso.



Escrito por Benett às 07h40
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Amok por Benett

...

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Escrito por Benett às 15h55
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desenhos...

Ilustras que tenho feito para algumas publicações por aí. O trabalho sujo, costumo dizer...

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Coelho corre. Aliás, alguém aí já leu john Updike?

Harpo Marx by Benett. Meu sonho é um dia fazer um desenho desse estilo para uma capa de revista.



Escrito por Benett às 13h41
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AMOK

Já leram essa do Amok?

Back 'o town blues

É tão frustrante que a matéria-prima de meu trabalho esteja nas páginas de política dos jornais que as vezes penso que eu deveria ter aprendido a tocar trompete e virar músico de puteiro. Bem, isso é um grande problema porque duvido que exista algum puteiro em que toquem trompetistas por aqui, o que me obrigaria a me mudar para os EUA ou coisa assim. Por lá também não devem existir puteiros em que toquem trompetistas, sendo que eu seria impelido a construir uma máquina do tempo para voltar a 1920 para ir até Nu Awlins (New Orleans) poder tocar livremente meu trompete num puteiro. Mas será que aqueles caras mal-encarados me aceitariam por lá? Lembrando que nesses lugares tocavam caras do naipe de Satchmo e Joe Oliver. Aliás, sabiam que Satchmo é a abreviação de "satchmouth" que significa "boca de bolsa"? Outro apelido de Armstrong era "boca de concha" (dippermouth).

Bom, sobre política, né? Pois é... é tão frustrante ler diariamente as estripulias -um termo arcaico que, é para combinar- de idiotas como o deputado Feliciano porque meu sexto-sentido me diz que isso é só o começo, o triste declínio de algo que sequer teve um auge - política rasteira não tem auge.

Agora além da corrupção e da comprovada ausência de inteligência no Congresso, temos a religião envolvendo silenciosamente Brasília em sua teia de estagnação, perversidade e atraso. Feliciano, a meu ver, é só o primeiro. Mais e piores virão. Esperem quando tivermos um presidente extremista religioso. Ou filiado ao PCC. E aí, vamos entrar no projeto crowndfunding para construir uma máquina do tempo? - Benett

Acima uma ilustra para o jornal. Abaixo duas tiras daquele que não ousamos pronunciar o nome

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Sugar Foot Stomp para deixar seu dia mais animado: http://www.youtube.com/watch?v=hjEiyhESlh4

Chorando com a biografia de Louis Armstrong. Quando tocou pela primeira vez na Europa, jornais como Daily Mirror escreveram absurdos como "filho de canibal" ou "o gorila mais feio que já pisou nos palcos". Não temos ideia do que esses caras passaram para criar a música sensacional que criaram. Satchmo era explorado por Al Capone e Dutch Schultz e foi o o primeiro defensor da liberação da maconha. Fumava diariamente os seus "muggles". Tem como não adorar um cara desses?



Escrito por Benett às 08h49
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Django, Satchmo, Jackson

Peanuts,  minha tira em quadrinhos predileta desde sempre.

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Como um sorriso cativante pode destruir uma reputação


Antes mesmo de completar 20 anos de idade Louis Armstrong já assombrava o (sub)mundo do jazz com seu estilo impressionante de tocar trompete, sendo capaz de rivalizar em solos e improvisos com o band leader -e seu patrão- King Joe Oliver na Creole Jazz Band. Ele surgia de forma arrasadora mais ou menos como quando surge um Pelé ou Messi no futebol: todos sabem que só acontece uma vez por século.

Diz a lenda que o jovem Satchmo era capaz de adivinhar as notas de Oliver nos solos e tocá-las simultaneamente durante os duelos de trompete que realizavam nos shows. Armstrong foi o primeiro grande fenômeno do jazz e seus feitos foram, além de criar o scat singing (ele esqueceu a letra de uma música e simplesmente improvisou algumas sílabas no ritmo) gravar sessões lendárias com o Hot Five e Hot Seven aos 25 anos de idade. O que lhe conferiu merecida fama, status, dinheiro e o "privilégio" de ser "o único negro a entrar pela porta da frente em tal restaurante" ou "o único negro a dormir em tal hotel". Armstrong era adorado em todo os Estados Unidos por brancos e... brancos.

Os negros não tinham lá muita simpatia por Louis Armstrong. Ao menos os negros da classe artística pós-Armstrong. Miles Davis e Dizzy Gillespie deram várias entrevistas falando mal de Satchmo - depois se redimiram e reconheceram a genialidade musical do "The Embassador", com Dizzy inclusive tocando com Louis. Mas antes a crítica era sobre sua postura em relação aos brancos: não gostavam de ver um Armstrong arreganhando os dentes para aqueles que exploravam seus irmãos. Para eles o sorriso era uma maneira de agradar aos brancos e continuar ganhando dinheiro com isso. Ninguém ouvia uma frase de Armstrong sobre o segregacionismo, por exemplo. Para muitos ele soava subserviente e conivente. Era muito "Pai Tomás" ou "Tio Tom" para a geração bebop, que o elegeu como "exemplo de artista ultrapassado". Armstrong defendia-se dizendo que sorria porque era um entertainer e aquele sorriso -de dentes brancos e perfeitos, diga-se de passagem- fazia parte de sua natureza. E ele não sorria assim para os brancos. Ele sorria assim para todas as pessoas. James Brown teve o mesmo problema por causa do sorriso e do cabelo alisado.


De nada adiantava a explicação. O famoso sorriso no palco e a omissão sobre o problema racial nos EUA fora dele criava a imagem de "o verdadeiro negro bajulador da Casa Grande". A pior imagem que um negro podia ter, segundo Jamie Foxx em Django Unchained. Se você suportou esse texto até aqui, saiba que é aqui que está o que eu quero dizer.

No filme de Tarantino há uma referência negativa a Louis Armstrong.  Que quase passa desapercebida: o personagem de Samuel L. Jackson é uma caricatura de Satchmo nos momentos em que ele está lambendo as botas de seu dono, Leonardo di Caprio. Jackson, curvado e maneando a cabeça com um sorriso aberto de 492 dentes é o próprio Armstrong em fins doas anos 50 e começo dos 60. Quase a maneira de Louis bajular seu empresário e explorador Joe Glaser. O ressentimento em relação a Satchmo não mudou em nada. Não importa que ele tenha gravado Potato Head Blues, St Louis Blues, West End Blues, Porgy and Bess, Mack the Knife, Hello Dolly, When the Saints Go Marchin In, What a Wonderful World e etc. A música não é páreo para seu silêncio. O mesmo sorriso que encantava os brancos feria os afro-descendentes que viam nele uma pessoa omissa e a reencarnação indolente do Pai Tomás.

Samuel L. Jackson é o melhor personagem de Django na minha opinião. Ele diz muito mais do que o de Christoph Waltz, por exemplo, calcado 100% na ficção. Jackson é assustador, contraditório, repulsivo. Chora desgraçadamente quando seu chefe morre, ri de suas piadas e repete suas frases como um capacho antropomorfizado. E intimida e ameaça brutalmente as mulheres da cozinha como um Mr. Hyde impiedoso. Pelo personagem de Samuel L. Jackson eu acho Django o melhor filme de Tarantino desde Jackie Brown. Mas saí do cinema sentindo um pouco de remorso por Satchmo. Hoje, ao ouvir Louis and The Good Book , disse a ele "cara, tenho certeza que você não era isso que eles pensam de você. Perguntem ao King Oliver". Nobody Knows the Trouble I've Seen continua atual.

Benett



Escrito por Benett às 22h35
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Amok, Jackson, Armstrong

Postei uma tonelada de charges no meu velho blog novo de charges, abandonado que estava desde agosto do ano passado > http://chargesbenett.wordpress.com/

01

e mais uma de presente de páscoa




Escrito por Benett às 09h52
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Sobre Nada

AMOK

ilustra para o jornal

Ideia para um conto

Manhã de frio e céu cinzento, uma garoa fininha dirime os ânimos mais otimistas. Dois homens esperam o ônibus numa rua deserta, um em cada extremidade do ponto. O mais alto deles, soturno, começa a puxar papo:

- Cara, você me parece meio sombrio ou é impressão minha?

-Eu, sombrio? Não, não. Acho que é o clima que dá essa impressão. Ou esses óculos. Na verdade eu sou bem humorado.

-Não, sei... achei você meio sinistro, meio negativo. Senti uma nuvenzinha negra em você.

-Rará, deve ser o clima. Mas não, eu sou bem alegre, bem descontraído. Sou o contador de piadas da família. Tenho duas filhas, elas me enchem de alegria.

-Duas filhas? Pequenas?

-Sim, uma de três e outra de um ano. As maiores alegrias da minha vida.

-Ahn... bem, elas devem contribuir para essas circunspecção misteriosa, sua. Você pensa em matá-las?

-O quê? Olha, me respeite. Eu sou cristão, sou trabalhador, amo minha família...

-Elas roubaram algo de você, talvez seu sentimento de que você era a única coisa importante no mundo... você não apenas pensou em matá-las, mas mantém um desejo sinistro de comê-las. Antropofagicamente, eu digo.

-Meu Senhor do Céu, o que este homem está falando? Qualé a tua, hein?

-Viu? Esse olhar, esse olhar... esse olhar entrega tudo.

-Que olhar?

-Você me olhou com os olhos frios como um iceberg. Tinha um leve sorriso no rosto, dos piores matadores da história.

-Sabe que começo a achar uma boa ideia.

-Viu? Eu disse, eu disse. Você é sombrio, cara. É tudo um teatro. Você sorri, é simpático, mas quando surge um pequeno silêncio seus olhos desviam para o seu interior sinistro onde você maquina alguma coisa. Alguma coisa que te incomoda. Já vi outras pessoas assim.

-Você sabe se ônibus demora? Tô pensando em ir a pé.

-Leva mais uns 15 minutos ainda.

-É bem deserto aqui, né?

-É nesse horário não tem muita gente.

-Você mora por aqui?

-Não, eu vim para um velório de um conhecido meu. Eu moro do outro lado da cidade.

-Ahn, muita gente viu você por aqui?

-Umas duas ou três pessoas que me conheciam de vista

(continua...)



Escrito por Benett às 09h14
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Papa's Got a Brand New Bag

ATUALIZADO > Salmonelas

Jorge Mario Bergoglio, ou melhor, Francisco parece ser o primeiro papa a conseguir dar um sorriso sem precisar que dois cardeais o segurem pelos braços para ele não cair em pelo menos 15 anos. Francisco é uma figura com carisma suficiente para manter em funcionamento o conglomerado Igreja Católica por pelo menos mais uma ou duas décadas - se bem que até uma chaminé tinha mais carisma que Bento XVI, não? Ouvi dizer que Edir Macedo já tinha feito uma oferta para comprar a capela Sistina e transformar num templo da Universal. Honestamente? Para mim o Vaticano seria melhor se fosse um estado laico.

Na minha modesta opinião acho que seria muito chato termos um brasileiro como papa. Vocês imaginam o inferno que seria ver o comportamento da Globo em relação ao papa? Conseguem imaginar o papa no Luciano Huck participando de uma gincana com o Calypso, por exemplo? O papa na Ana Maria Braga conversando com um papagaio de pelúcia? Bem, talvez ele não achasse tão estranho uma vez que está acostumado a conversar com seres imaginários. A religião no Brasil ganharia impulso suficiente para nos jogar para o obscurantismo religioso da idade média. Na Globo uma programação majoritariamente católica com doses de sertanejo universitário e funk carioca. Na Record neo-pentecostais com doses de sertanejo universitário e funk gospel. No meio disso tudo a alma de pessoas batidas no liquidificador e sendo servidas em copos com uísque e gelo nas mesas daqueles caras que aparecem nas charges com um focinho de porco e uma cartola escrita "capitalismo". Não que a coisa esteja boa para podermos comemorar. - Benett

 

Amok, em breve pela Mórula Editorial




Escrito por Benett às 22h48
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Dissolvendo Cranios em Acido

01

Amok

 

No momento recluso desenhando tiras para o livro.

02



Escrito por Benett às 11h54
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Conto de Oneide Diedrich

13 - Durma um pouco rapaz!

           Naquele mês o mundo acabou em um domingo que se perdeu entre os dias da semana.

Era agosto ou setembro. Eu estava encapsulado ou algo parecido em um recipiente que lembra o plástico (ou algo parecido). Contido, mal pude me mexer até as experiências começarem.

Desapareci da terra depois de perder o sábado que estranhamente naqueles dias caiu antes da sexta.

Às 22 horas e 34 minutos de sexta-feira um feixe de luz vertical baixou sobre minha cabeça e, do que eu era na terra restaram apenas as pegadas que deixei. Antes de me escafeder para dentro do objeto que pairou sobre minha cabeça, ainda pude ver de relace no horizonte, o poente.

Impotente! Eles me viraram do avesso, nunca estive tão exposto. Posto que fiquei sem pele, muito temi morrer pelado. Agulhas e pinças de todos os tamanhos perfuraram e vasculharam meu corpo. Perdi sangue, suor e excrementos. Em meus olhos pingaram gotas de refleçxwtrex, que pelo que pude ouvir das guelras de um dos meus algozes, faria me lembrar de tudo, quando retornasse ao novo Mundo Melhor, na terça feira, após breve passagem pelo inferno na segunda.

Quando acordei, parecia que havia bebido um tonel de cachaça. Meus olhos ainda cheios de lágrimas sofriam as reações do produto que me fez enxergar coisas medonhas, especialmente de meu passado vivido no velho Mundo Pior. Minha pele parecia descolada, minha boca seca, desidratado sentia dores por todo corpo. Aos poucos como quem demora fui lembrando dos horrores que passei... Maldito refleçxwtrex.

Fui abduzido, não tenho a menor dúvida. É certo que me enfrascaram! Não tive a mínima chance de defesa. Agora Eles sabem meus segredos. O chip que implantaram atrás de minha orelha esquerda me controla remotamente, e hoje estou impedido de fazer coisas básicas que eu fazia com gosto e em excesso até, como beber, por exemplo. Basta um simples gole de etanol para que as gotinhas que pingaram em meus olhos na ocasião da captura voltem a fazer efeito. Não suporto!

 

Quando voltei (a mim) estava sentado no parapeito da janela de um prédio muito alto e antigo. Oito braços me seguraram, oito punhos me acalmaram. Ainda lembro dos cinco olhinhos que me olharam com ternura quando fui posto em minha cama. Quatro anteninhas vibraram e, só então pude ouvir com nitidez a voz de minha mãe que sem abrir a boca disse: “durma um pouco meu filho... Só não vá descansar em paz”.

 AMOK - em abril nos melhores necrotérios




Escrito por Benett às 09h15
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