Em algum lugar do passado

https://www.youtube.com/watch?v=SaHrqKKFnSA

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Acho que essa foto é do mês passado...



Escrito por Benett às 13h51
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Escrito por Benett às 11h40
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Tweettttttttt

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Escrito por Benett às 19h34
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Millor

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Amanhã, ou seja, quarta-feira, ou seja,14 de setembro, estarei na Escola da Cidade em SP para um oficina de desenhos sobre Millôr Fernandes. Estarei ao lado de monstros da charge como Cássio Loredano e Paulo Caruso. As informações estão no meu Twitter ou no site da Escola da Cidade. Ah, sim: 14h00.

Nunca fui fã do Millôr. Até meus 15 anos de idade. Antes disso eu preferia cartunistas com traço e humor mais "diretos" e "acessíveis", como Jaguar, Angeli e Henfil. Um dia um colega da escola, que sabia que eu colecionava cartuns e tiras em quadrinhos - inclusive ele roubou da biblioteca do colégio dois livros para mim, um do Ziraldo e outro do Stanislau PontePreta. Hoje é poliça...- chegou com um cartum colorido. Era um mendigo falando: "Não ter nada é ruim. Ser pobre é pior. Agora, ser um miserável, nada ter de seu, é um barato". Era do Millôr. Me conquistou na hora.

É chato de ser de outra época. É chato ser de outra época e morar em cidade pequena. Você não tem acesso a nada. Eu não tinha acesso ao Jornal do Brasil, onde o Millôr publicava diariamente seu quadrado sobre qualquer assunto. Mas eu sabia que existia e ele já desenhava charges no computador! A obsessão em conseguir TUDO do Millôr e só descolar, em doses mililítricas seu trabalho, fez com que eu me tornasse ainda mais obcecado pelos seus desenhos, textos,  cartuns. Eu já tinha uns 18 ou 20 e estava reverenciando Millôr como eu reverenciava Woody Allen e Johnny Hart, o que não era pouca coisa para um sujeito como eu.

Não era simples entender MillÔr. Precisava de referências e repertórios muito maiores do que os que eu tinha, ainda mais que eu só lia coisas do Millôr com uma década de atraso. Então, o fato de eu ser fã de do gênio do Méier somente aos 15 anos, muito depois de gostar de outros cartunistas, se deve única e exclusivamente a minha ignorância. Que se devia, única e exclusivamente, ao fato de o mundo ainda não ter nos dado a internet e todas as suas informações como as usufruimos hoje em dia. Que se deve ao fato de... se eles soubessem quem era o Millôr teriam acelerado o processo para todos terem acesso ao trabalhos do Mestre. Enfim, desculpa Benett adolescente. E, mais do que tudo, desculpa Millôr, eu já devia ter nascido fã de seu trabalho. O desenho aí de cima, claro, é dele. Tem uns 30 anos. E é atual desde 1533.

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Escrito por Benett às 16h43
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Sobre salsichas e mortes

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Importante estudo científico publicado pela British Medical Journal diz que a cada salsicha que enfiamos goela abaixo perdemos 15 minutos de nossas preciosas vidas. Provavelmente não foi levada em conta a salsicha do cachorro-quente do Teobaldo, em Ponta Grossa, que quando ingerida tirava a vida da pessoa em 15 minutos.

O estudo me levou a pensar que isso pode facilitar o trabalho de suicidas em potencial. Por exemplo, um sujeito de aproximadamente 40 anos, que tem mais uns 30 de vida pela frente, poderia perfeitamente se suicidar simplesmente comendo salsichas.

Se ele comer 4 salsichas por dia, ele terá perdido uma hora de vida. Se comer 96 salsichas, terá perdido 24 horas de vida. Se ingerir 35.040 salsichas, terá encurtado sua presença miserável nesse mundo em um ano. Portanto, se ele quiser tirar os trinta anos restantes de sua pesarosa existência, basta ele comer em um dia 1.051.200 salsichas que dará cabo definitivamente de sua vida. (Benett)

P.S. – Quantidade que, convenhamos, para algumas pessoas nem é tão absurda assim, se as salsichas vierem acompanhadas de ketchup e refrigerante.

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Escrito por Benett às 19h35
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D.L.

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Por um tempo essa tira me influenciou mais do que tudo

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Escrito por Benett às 13h07
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Carrie

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Brian dePalma tem ao menos três cenas entre as mais famosas do cinema: a do carrinho de bebê despencando escadaria abaixo, em Os Intocáveis; Al Pacino trancado em sua mansão com uma mesa cheia de cocaína (ele até faz uma carreira separando os montes com o braço) em Scarface; e Sissy Spacek ensopada de sangue de porco saindo do baile de formatura, com o barracão em chamas ao fundo, em Carrie, a estranha. Carrie é um filme sobre bulliyng, derivado do livro de Stephen King, escrito aos 24 ou 25 anos. A adolescente é vítima da mãe, que sofria abusos do marido violento e alcoólatra. Maníaca religiosa ensandecida, descarregou na filha toda a neurose sexual cristã a fim de "protegê-la" dos pecados do mundo. A jovem também é vítima da crueldade habitual dos colegas de escola. Ou seja, ela era oprimida desde os primeiros suspiros do dia até o último rapid-eye-moviment da noite. A diferença para as outras vítimas miseráveis do bulliyng é que Carrie é paranormal, no melhor estilo Eleven, de Stranger Things. Carrie não é um demônio nem está possuída, como a Regan, de O Exorcista. Num mundo ideial ela devia se aliar ao Magneto.

Nenhuma lista séria de filmes de terror exclui Carrie do pódium dos melhores do gênero em todos os tempos. Os outros, na minha opinião descartável, são O Exorcista, no topo, e O Chamado, em terceiro - que tem também Sissy Spacek, a Carrie do original. Há ainda O Iluminado, O Grito, REC e O Bebê de Rosemary... é, a minha lista é incompleta. Só tem sete.

Vi ontem novamente, por falar nisso. É a segunda vez apenas que assisto inteiro Carrie, a estranha. A primeira tentativa foi aos 10 anos. Desisti no primeiro ataque de loucura da mãe (a dela, não a minha). A segunda, já com uns 13 ou 14 anos... me borrei de medo de novo e fui dormir. Nunca contei para ninguém que tinha ficado apavorado. Tava sozinho em casa, de madrugada, e a imagem daquele Cristo bizarro no armário foi demais para mim. Só tive coragem de assistir de novo quando adulto. E ontem Carrie me pareceu melhor ainda - fiz bem em ter ido dormir nas outras vezes.

Para mim é o ápice de De Palma. A Nouvelle Vague francesa salvou o cinema americano. Permitiu que caras autorais como Scorsese, De Palma e William Friedkin realizassem suas obras-primas sem muita intromissão dos estúdios. Não sou eu quem diz isso. Tá tudo lá no espetacular "Como a geração sexo, drogas e Rock'n'roll ajudou a salvar Hollywood". Ou, se quiser, basta dar uma olhada na lista dos melhores filmes de todos os tempos: O Poderoso Chefão, Taxi Driver, O Exorcista, Carrie, a estranha, Operação França, Um Estranho no Ninho, Laranja Mecânica, Chinatown, Annie Hall, A Última Sessão de Cinema etc... Todos dos anos 70 e todos extremamente autorais, como Hitchcock e Truffaut. Se eu fosse você me armaria de um carregamento de vinho, algumas pessoas interessantes, e assistiria a todos esses filmes durante esse final de semana. Ou simplesmente sairia de casa, viver um pouco. (Benett)

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Escrito por Benett às 13h14
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easy

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Escrito por Benett às 07h38
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"Caminharam pelas ruas envolvidos nos cobertores imundos. Ele levava o revólver na cintura e segurava o menino pela mão. No outro lado da cidade encontraram uma casa solitária num campo e atravessaram e entraram e caminharam pelos quartos. Depararam-se consigo num espelho e ele quase sacou o revólver. Somos nós, Papai, o menino sussurrou. Somos nós."

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"À noite ele acordou na fria escuridão tossindo e tossiu até o peito ficar em carne viva. Inclinou-se na direção da fogueira e soprou os carvões e colocou mais madeira e se levantou e afastou do acampamento onde a luz lhe permitia. Ajoelhou-se nas folhas secas e nas cinzas com o cobertor por cima dos ombros e depois de algum tempo a tosse começou a passar. Pensou no velho em algum lugar lá fora. Olhou novamente para o acampamento através da paliçada negra das árvores. Esperava que o menino tivesse voltado a dormir. Ficou ajoelhado ali respirando com dificuldade e baixinho, as mãos sobre os joelhos. Vou morrer, ele falou. Diga-me como eu faço isso."

A Estrada, de Cormac McCarthy

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Escrito por Benett às 13h19
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---- >>> https://www.youtube.com/watch?v=tWrSXORs_jM

 



Escrito por Benett às 14h14
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Escrito por Benett às 15h25
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Oh, La...

>>>> https://www.youtube.com/watch?v=1_xwnb3cymc&list=PLwbZ8bjILC5xngqEZZqWDzMhGNPMKgIPJ

Sem barba de novo - para me sentir adolescente por alguns minutos, até a barba com pelos brancos voltar a brotar na ponta do queixo, como se eu tivesse caído numa poça de vômito.

o :>)

 



Escrito por Benett às 20h48
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Stranger Things

 >>> https://www.youtube.com/watch?v=FOt3oQ_k008

Coisas Estranhas

Stranger Things consegue ser divertido se você aquietar suas angústias e transformar a realidade ao seu redor, por alguns minutos, em um quarto adolescente com posters de Star Wars e uma atmosfera de desejo insaciável pelo sobrenatural. Se você tem mais de 30 anos, o lance é entrar em um portal em formato de boceta, como em Stranger Things, e transportar-se para um mundo onde seu senso crítico sucumbe aos modismos das séries de TV.

Aí Stranger Things consegue te segurar de verdade e se torna entretenimento de primeira. Mas ainda assim algumas coisas me incomodam. Por exemplo, me incomoda o fato de que todos os personagens se parecem com alguém que já vi antes, a começar pelo adorável e talentoso Mike. Ele me lembra alguém, Marylin Manson? Richard Ashcroft? Joey Ramone? Ainda não sei. As irmãs dele são, sem dúvida, Caroline (Poltergeist) e a Lorraine Blanes McFly (De Volta para o Futuro). E os policiais me lembram muito Wiggum, Lou e Eddie. Estereótipos dos anos 80 estão todos presentes, o que dá uma certa familiaridade nostálgica para aqueles que não ligam para déja vus oportunistas. Outra coisa que me deixa meio inquieto é o excesso de referências óbvias, desde E.T., Poltergeist a imagens de Poe, Stephen King e posters de Tubarão e Evil Dead. Acho meio cansativo -é como procurar Pokemons Go- mas, claro, eu não sou o adolescente para a qual a série foi pensada. Eu sou o velho que tem vontade de sentir-se de novo adolescente, recuperar os famigerados anos 80, onde a verdadeira felicidade se perdeu soterrada por esqueletos de Ewoks.

Antes de ficar claro que Eleven era mutante (a dica foi deixada na aposta entre Will e Dustin, ainda no primeiro episódio: X-Men 134 é muito óbvio) eu torcia para que ela fosse um scanner (já viram esse filme, né?). Outra coisa incômoda em Stranger Things é que você fica buscando na memória algo na sua infância/adolescência que tenha sido tão legal e intensa quanto a aventura daqueles garotos. Eu precisava de um John Hughes para transformar as três vezes que reprovei em matemática em algo glamouroso.

O quanto não desejei por um portal em formato de vagina para eu entrar em outra dimensão, habitada por monstros sem rosto, para me livrar da minha realidade insossa vocês não têm ideia. Will sim é um cara de sorte. (Benett)

A Teoria da Evolução

 

By the way, jovens por jovens, ainda prefiro os de O Selvagem da Motocicleta. Dessas séries juvenis eu gosto de Gotham. Finalmente deram o devido valor ao Pinguim, meu vilão favorito de Batman. Não é maravilhoso um cara que pensa que é um Pingüim e sai voando em um guarda-chuva quando a coisa aperta?



Escrito por Benett às 10h35
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El Bronx

Mariachi El Bronx >>> https://www.youtube.com/watch?v=S1uihI8UOM4

Estatística usada pela direita americana, e difundida por aqui, para dizer que não há crimes racistas nos EUA, especialmente por parte da polícia: "Mais de 90% dos assassinatos de negros são cometidos por outros negros." - Ok. Quantos desses crimes foram cometidos por racismo?

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"A escola está doutrinando as crianças", disse o sujeito doutrinado pelo Olavo de Carvalho.

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- Filho, eu queria que você lesse outras coisas além de Marx, socialismo e comunismo na escola.

- Pai, eu queria que você lesse outras coisas além de Veja, etc, etc...

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O projeto Escola sem Partido é uma ofensa, sobretudo, aos estudantes, ao pressupor que eles sofrem lavagem cerebral tão fácil como quem lava os cabelos. Ao achar que os alunos não têm opinião própria, nem discernimento para escolher em qual opinião acreditar. Enfim, ao tratar os alunos como eles acham que devem ser tratados: como idiotas.



Escrito por Benett às 17h22
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Uncle Grandpa is awesome

>>>> https://www.youtube.com/watch?v=Os7rx5H8wlE

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Nem mesmo decepcionante esse 2016 consegue ser porque, no final de 2015, eu imaginei que seria um ano merda. Pra você saber que um ano será um ano merda basta saber como as coisas se ajeitaram no anterior. Nunca senti tanta vontade de me integrar no serviço de espionagem da Alemanha Oriental e partir em missão secreta para algum país nos bálcãs, como um personagem de John Le Carré. Por falar nisso, ser um espião no frio está fora de cogitação porque não ando muito tolerante ao frio, como era há um ano, no famigerado 2015. Semana passada minhas juntas quase calcificaram e, como um garoto de cinco anos, tive que vestir um pijama por debaixo da calça para reter o mínimo de calor e manter o sangue circulando nas pernas. Cheguei a desejar ardentemente ter umas ceroulas. Ontem saiu uma matéria no jornal sobre a famosa lista de livros do Cristóvão Tezza, que ele passava a seus alunos como leituras fundamentais para a vida. Sabem o que tinha lá? O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati, que li quando o número de masturbações diárias era maior do que minha idade. Já devo ter falado desse livro aqui, não?

É a história de Giovanni Drogo, um milico italiano que passa a vida esperando pela invasão dos Tártaros, que nunca acontece. No dia em que ele morre (estou puxando de memória, não sei bem se é exatamente desse jeito o final) avista-se no horizonte capacetes e lanças que seriam do exército tártaro invadindo a Itália. 2016 é isso, a espera eterna pelos Tártaros, que nunca vêm. (Benett)



Escrito por Benett às 14h36
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(03/2008 a 11/2010)




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