Ainda Estamos Vivos

Inacreditável, atualizei rápido essa espelunca!!!

O desenho abaixo foi feito para uma coluna do Luis Fernando Veríssimo. Nem preciso dizer que tem forte influência de Saul Steinberg.

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03 - Wolfgand, um cara que aparece por aqui de vez em quando.

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Escrito por Benett às 12h07
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Dois dias sem internet e parece que o mundo mudou drasticamente. É como se ontem as pessoas se vestissem como em Friends e hoje como em Game of Thrones. É como se ontem só tocasse Rick Ashtley e hoje também.

Um dia vou escrever um guia turístico sobre o fundo-do-poço, um lugar que estive tantas vezes que posso até trocar por milhas. Pessoas como eu desceram tantas vezes ào fundo-do-poço que ganhamos cartão fidelidade. O problema do fundo do poço definitivamente é ter que aguentar a programação de TV local.

Aposto que, no Brasil, até o fundo do poço é superfaturado. Você chega lá e tem um flanelinha querendo te arrancar dinheiro. Tem tanta gente no fundo do poço que que é inevitável você ser encoxado por lá.

O fundo do poço, no Brasil, devia ser organizado em camadas, como em o Inferno, de Dante. Mas, do jeito que as coisas são, teriam uma área VIP, para separar os miseráveis dos mais miseráveis.

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Ilustra para o jornal

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a mesma tira, vista de outra maneira.


Enfim, instalado no apartamento novo. Fiquei feliz porque nunca mais iria ouvir o maldito cachorro da vizinha latindo ininterruptamente. Porém, tem outro cachorro na vizinhança que late exatamente igual, no mesmo ritmo, na mesma frequência, só que um pouco mais agudo. Por isso prefiro gatos, não perdem tempo e energia com a histeria desnecessária dos vira-latas.

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Escrito por Benett às 17h00
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Kill All Enemies

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Mudar é bom, mas fazer mudança é um saco. Você percebe que acumulou tanta coisa que hoje não faz mais sentido. CDs? Revistas? Desenhos? Joguei fora toneladas de papel com desenhos. Por que eu guardaria meus desenhos? Uma imagem não me sai da cabeça: um cartunista que eu gostava tinha um estúdio repleto de papel e ácaros na casa dele. Quando morreu, aqueles papéis se tornaram entulho, estorvo e, provavelmente, fonte de lembranças não muito animadas para os que ficaram. Sou contra guardar desenhos, exceto se eles forem para um museu ou casa da memória ou algo assim. Acho que os desenhos devem ficar nos livros. Revistas e jornais são, de certa forma, túmulo de ideias e traços. Exceto por alguns rabiscos que acho interessante, o resto... já está em dois sacos plásticos preto imensos, do outro lado da rua.

Outra coisa de que preciso me livrar são roupas e tênis velhos. Ontem vi um programa sobre três surfistas absolutamente inúteis que estavam dando uma banda pela Angola. Que lugar legal. Que pessoas lindas. Claro, não tinha nada no lugar, exceto pessoas alegres e uma comida muito colorida. Quero virar angolano. Pronto, mudei de ideia. Quero ser novaiorquino.

Ilustra

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Mais ilustra



Escrito por Benett às 17h32
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The Changeling

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Ilustra para um texto do Cristovão Tezza

The Changeling

A expectativa otimista de mudar de casa é prontamente suprimida pela necessidade prática de colocar a mudança, em si, nos devidos eixos, a fim de que não dê nenhuma merda - ou dê o mínimo de merda possível. Por exemplo, ir atrás de caixa de papelão para encaixotar livros e discos. Pedir a religação da internet em novo endereço. Cumprimentar vizinhos novos e, como sempre, mal-encarados. Ou pior... ter que falar com o folgado que estaciona o carro na sua vaga de garagem para ele não fazer mais isso porque agora ela tem dono novamente. Mas enfim, essas encheções de saco que, na minha opinião, eu deveria estar completamente alheio - devia estar trancado num estúdio de desenho 24 horas por dia rabiscando. Mas a realidade não é essa - ao menos não para um cartunista do terceiro mundo.

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Escrito por Benett às 10h27
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Um monte de desenhos

Saiu no blog da Converse All Star > http://www.converseallstar.com.br/blog/arte/rabiscos-benett/

Ilustras, charges, tiras... só tá faltando tempo para escrever.

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uma tira

e duas charges

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e mais uma ilustra

e outra. fim



Escrito por Benett às 06h51
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Para os que ainda resistem

Tem coisas acontencendo aqui > http://www.flickr.com/photos/benettdesenhos/

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Escrito por Benett às 23h40
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Cartunistas, levantem bem a prancheta e Benett, uma introducao

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Meu amigo Miguel Nicolau fez este belíssimo retrato do Woody Allen.

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Uma das notícias mais engraçadas que vi na internet foi sobre essa Marcha com Deus pela Família e a Liberdade. E os Hylux, esqueceram de acrescentar. Quanta asneira!



Escrito por Benett às 13h27
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Hey there

Mais tira da madrugada...

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Uma das seis tiras que surgiram durante minha insônia de ontem

Sei que não é o assunto predileto de vocês, mas atualizei meu blog de charges. Onde? >>>>>AQUI<<<<<



Escrito por Benett às 22h40
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Old man river

Raul, o famigerado coelho

Já escrevi aqui, já apaguei, mas retomo o assunto. Dia desses fiz 40 anos de idade! QUARENTA. Tem o mesmo número de letras de PRÓSTATA. Um dia terei de fazer esse exame de merda - sem trocadilhos. Mas quer saber? Sinto-me muito melhor com 40 anos do que quando tinha 20. Aos vinte eu era um cara deprimido, usava uma camiseta com um estampa do Crumb - aquele desenhos de duas mulheres falando "gurls" - e ouvia coisas como Cladonia, na versão de Woody Herman: 

http://youtu.be/ho4Gku3uoC8

Também ouvia St. James Infirmary na versão de Cab Calloway e qualquer coisa do Count basie que caísse nas minhas mãos. E hoje, com 40 anos, estou com essa cara:

∆ benett, cartunista e chargista da folha e gazeta do povo ∆

Beeeem melhor do que aos vinte, podem apostar. No que eu pensava naquela época? Não me lembro, mas eu era bem arrogante, sarcástico e pretensioso. E imbecil. Ainda continuo imbecil, mas de outra maneira. E o que curto hoje em dia? As mesmas coisas, acho. Eu lia Borges e ouvia Art Tatum. Só gostava de caras cegos. Era tão deprimente. Ah, a boa notícia. Vou embora do Alto da Glória. Adeus Dalton Trevisan e Cristovão Tezza. Vou morar no Juvevê, numa rua estreita e bucólica - eu espero que seja bucólica- cheia de árvores e sem ônibus e motoboys trafegando. Com um restaurante legal na esquina.

•••

Lendo ESSE texto inútil lembrei de algumas coisas que eu acreditava quando era pequeno:

1- Que a lua era maior do que a Terra - culpa de um foto de Saturno que vi num livro.

2- Uma vez ouvi minha avó usar a expressão "eu lutei muito na vida". Então eu imaginava ela com um pedaço de pau na mão lutando contra uma vaca, lutando contra outras pessoas. No melhor estilo "expressões ao pé da letra" da revista Mad.

3- Acho que era só isso que eu acreditava porque, basicamente, minha cabeça invetava coisas mais legais do que a realidade. Um dia eu disse para a minha professora que eu tinha um peixe-pedra e que ele tinha o tamanho da minha cabeça. Mas pior era um amigo meu, que dizia que tinha um laboratória na casa dele. Eu sempre pedia para ir lá ver como era e ele, obviamente, sempre tinha uma desculpa para eu não entrar lá...

Ei, essa foi a primeira tira que publiquei na Gazeta do Povo - na seção de tiras diárias. Sabe o que mais tinha? Mago de Id, de Brant Parker, Dibert de Scott Adams, Hagar, o horrível de Dik Browne e Rollmops e Catchup, de Pancho.

03 - desculpe aí, as tiras não estão muito boas ultimamente.





Escrito por Benett às 10h40
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1,2,3... tiras

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ALien...ado.

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Escrito por Benett às 15h37
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Homem ao Mar

Música de ontem, hoje e sempre: http://www.youtube.com/watch?v=eJkaAx6WKjw

Trecho de um roteiro que andei escrevendo por esses dias:

CENA 01

INTERIOR - SALA

Imagem de um homem só de cuecas sentado no sofá tomando cerveja, comendo salgadinhos e arrotando. Um cachorro sentado à espera de migalhas e uma criança chorando numa poltrona compõem a cena. O homem olha fixo para a TV e começa a se inquietar com os berros do menino.

HOMEM: - Para de chorar. Não vê que o papai tá vendo o jogo? Amor. Amor! Vem ver o que esse menino tá chorando. Por que você não vai jogar videogame no quarto?

Voz off da Cristina Grillo, conhecida por narrar documentários sobre animais na TV Cultura começa a narrar a cena:

OFF: O macho alfa sente-se incomodado pelo fato da fêmea não estar cuidando de suas designações de fêmea. Ele está em seu altar e nada pode incomodá-lo, muito menos o seu filho, que quer algumas migalhas de atenção assim como o cachorro implora migalhas de baconzitos.

HOMEM: - Caralho! Chuta essa merda pra fora Filho da puta!!!

OFF: O macho alfa então mostra os dentes, range, vocifera. Mostra que é ele quem manda ali. Seja pela sua posição central no território, seja pela sua voz imponente é ele, o animal gutural e mais perigoso quem tem que se impor.

Imagem ainda fixa do homem, agora tomando cerveja e arrotando.

OFF: A criança parou de chorar. O macho se coça, peida alto, mastiga de boca aberta. Coça o peito peludo e enfia a mão no saco. Depois cheira e pega um salgadinho, morde um pedaço e limpa o farelo que caiu no peito. Um autêntico ogro que não fica devendo em nada para os ancestrais gorilas, chimpanzés e neandertais.

OFF: Entra em cena a esposa. Ela pega o garoto no colo, vai levá-lo para o banho. O macho bronco apalpa a bunda da sua parceira, como que sugerindo sexo. Ela se livra dele e vai para o quarto.

HOMEM: - Faz tempo que você não me dá essa bunda, hein?

OFF: O troglodita termina a fala com mais um arroto monstruoso, repulsivo e característico dos primatas mais selvagens que a espécie já produziu.

Um clique e a tela fica preta. Ouvimos o homem do vídeo, sentado no mesmo sofá conversando com um amigo. Agora ele está de roupa de trabalho, com a barba feita e segurando uma garrafinha de água.

HOMEM: - Você viu isso? Ela fez um documentário sobre mim. E foi indicada a um prêmio na França! Ela vai pra lá, vão passar isso num festival!

AMIGO: Soube que a TV Brasil comprou e vai passar também.

HOMEM: - Pelo menos não é a National Geographic...

AMIGO: - Você tem que admitir que ficou engraçado.

HOMEM: - Um teaser no Youtube teve mais de dois milhões de acessos.

AMIGO: - Cara a cena da cueca com freada foi engraçada, hahaha...

HOMEM: - FDP. Ela me retratou como se eu fosse um troglodita, um homem as cavernas. Eu não sou assim, você sabe que não sou...

AMIGO: - Mas ficou parecido.

HOMEM: - Cara, era domingo. Eu tava de férias, tava cansado, um calor do caralho... porra, que homem que não é assim em casa?

AMIGO: - Quanto tempo tem esse documentário?

HOMEM: - Uma hora e meia. Ela me mostra chegando bêbado de madrugada, mijando fora do vaso, roncando... ela filmou escondido a gente transando. Eu pareço um cachorro.

Cenas do HOMEM  transando com a mulher, com a língua de fora, arfando e, depois de alguns instantes, virando para o lado e dormindo com a boca aberta. Close na baba encharcando o travesseiro. Imagem abre e vemos a mulher de olhos abertos pensando na vida.

AMIGO: - E como você permite que exibam essa merda?

HOMEM: - Ela fez eu assinar um contrato quando eu estava bêbado. Disse que era para um empréstimo para seu próximo vídeo... eu não sei. Minha vida vai ser um inferno.

AMIGO: - Ex-mulher com raiva é óbito na certa...

Fim da CENA 01

ABERTURA DO FILME COM O TÍTULO HOMEM ÀO MAR

CENA 02

INTERIOR CARRO

HOMEM está dirigindo. Ele segura as mãos no volante e ao mesmo tempo lê um bilhete escrito por sua esposa em que diz, entre outras coisas, “buscar balões na loja”.

EXTERIOR LOJA DE FESTAS INFANTIS

Ele estaciona o carro, desce e entra numa loja de festa infantil. Vemos de longe toda a cena se desenrolando. Ele conversa com a balconista. Sai e volta instantes depois segurando 6 ou 7 balões enchidos com gás hélio. Deixa a loja pela mesma porta, entra no carro. Tem dificuldades de enfiar todos os balões no banco de trás. Um dos balões escapa. Ele pega de volta. Com muito custo enfia todos eles dentro do carro.

CENA 03

INTERIOR CARRO

Ainda dirigindo –ou tentando- mas agora com um monte de balões flutuando dentro do carro, ele tenta ler o que está escrito. “Pegar os gatos na veterinária”.

EXTERIOR VETERINÁRIA

 Outra vez vemos a cena se desenrolando de longe. Ele sai da veterinária com dois gatos no colo. Entra no carro. Vemos os gatos correndo alucinadamente dentro do veículo, cheio de balões. O carro sai ziguezagueando. Ele tenta entrar na estrada mas acaba atravessando e indo parar num lago do outro lado da pista.

(continua...)



Escrito por Benett às 10h42
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When I 20

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Ilustra para um texto do Luis Fernando Veríssimo

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Escrito por Benett às 06h58
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I'm still here

desenhostirasfotostudoAQUI >>>>> http://www.flickr.com/photos/benettdesenhos/

ilustração para a coluna de Cristovão Tezza de hoje na Gazeta do Povo


About everything

Comprei outra biografia do Salinger, essa mais recente, de David Shields e Shane Salerno, com fotos e textos inéditos, trechos de cartas, etc. O que esse cara ensina para quem escreve ou desenha? Que escrever -ou desenhar- é o mais importante de tudo. J.D. escrevia 18 horas por dia - acho que o Updike fala isso em um trecho do livro. DEZOITO horas?! Se ele não escrevia como Jack Nicholson em O Iluminado - centenas de vezes a mesma fras "trabalho sem diversão faz de Jack um bobão"- então ele deve ter deixado ao menos uns três Guerra e Paz para a humanidade. Eu gostaria de poder trancar-me no meu... ahn... estúdio e desenhar por 6 ou 7 horas consecutivas. Hoje em dia não consigo mais. Primeiro porque não tenho interesse, segundo porque tenho compromissos e mais compromissos. Mas minha teoria é que, por causa desses compromissos, perdi o interesse. Hoje, por exemplo: acordei as 7h e depois de todos os trâmites burocráticos - mamá, fraldas, café-da-manhã - tinha uma reunião marcada para as 9h30 na redação do jornal. Levei um chá de banco e, no décimo sexto minuto de espera, me levantei e fui embora. Vejam, além dos dezesseis minutos, ainda gastei tempo e dinheiro em estacionamento, mais café, trânsito. Foi-se minha manhã e não desenhei ou escrevi absolutamente nada. Aí me pergunto o que é importante? Acabar com a fome no mundo? A cura do câncer? A reunião? O trânsito? Não, escrever é o mais importante. Desenhar é o mais importante. Ou isso ou o caminho para a inutilidade, o obsoletismo e a desimportância da obra para o autor. A transformação do trabalho em mero... trâmite. Como trocar fraldas, tomar café-da-manhã, pagar contas, fazer telefonemas, estacionar o carro...

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Em verdade não foi John Updike quem disse que Salinger trabalhava dezoito horas por dia, mas sim Mel Elfin. E não eram dezoito, mas "quinze ou dezesseis". Trancado num bunker, no alto da colina, isolado da realidade opressiva de um lugar absolutamente calmo e quase inabitado. Foi visto escrevendo freneticamente ou, muitas vezes, parado diante da lareira jogando tocos de madeira e no fogo. Longe da TV e do rádio, da vida comum das pessoas e isso que não existia facebook para ele perder tempo no seu auge. Um eremita obsessivo construindo um universo paralelo. Tenho comigo que os grandes autores são os mais obsessivos. Preciso de um pouco mais de perseverança e obsessão. E me manter longe de redes sociais, por supuesto.

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Por outro lado, não é preciso estar debruçado na mesa de desenho para estar trabalhando. Hoje pensei em duas tiras muito boas enquanto caminhava na esteira da academia. Depois pensei no final desse texto e em mais dois que, se tiver ânimo, postarei aqui em breve. Falamos...

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Escrito por Benett às 09h26
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Satchmoooooooo

Encontrei alguns antigos amigos no Facebook. Quer dizer, não são exatamente amigos. Na verdade pessoas que estudaram ou jogaram futebol comigo na infância. Juro que a útima vez que os vi eles estavam com a camisa de seus times de futebol prediletos. Vendo-os de novo, eles continuam lá, nas mesmas ruas, ainda usando camisas de times de futebol. O que mudou basicamente foram os copos de cerveja na mão e a montoeira de filhos. Mas eles parecem felizes do jeito que são, apesar de eu achar que ninguém é necessariamente feliz por tanto tempo. Eu era bem infeliz naqueles tempos de colégio e de jogar futebol pelo bairro. Acho que eu só jogava futebol para esquecer minha infelicidade. Não sei se sou feliz hoje, mas sei que não sou deprimido -nem deprimente- como naqueles tempos. Se eu estivesse lá, com eles, tenho certeza que não seria feliz. Não seria diferente se eu estivesse na Patagônia, no Timbuctú ou Venado Tuerto não seria feliz. E desconfio que nem mesmo em Nova York ou Madri. Qual o nome disso? Não sei. Anedonia?

 

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Olha o desenho do Amok que o Andrício fez... ficou demais!

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Escrito por Benett às 14h10
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We Love W.A.

W.A.

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Everything about me: http://www.flickr.com/photos/benettdesenhos/



Escrito por Benett às 08h04
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