Moanin

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Escrito por Benett às 09h54
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Let it Benett

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Ahmad Jamal - Cry Young >>> https://www.youtube.com/watch?v=wWWxrHzLkBA

let it benett - minha cara na madrugada de insônia e torcicolos generalizados.

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Escrito por Benett às 07h44
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Hi Beck

Ilustra para um texto do Luis Henrique Pellanda. Isso era para ser um carcará. Se me perguntassem o que era um carcará eu provavelmente diria que era um peixe.

Ilustra para coluna do Luís Fernando Veríssimo - O Terceiro Homem.

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Ilustra para uma crônica do Cristovão Tezza

Tiras... doentes tiras.

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Escrito por Benett às 12h14
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Never never land

Uma coisa incrível: ouvindo o disco Blues in Time, do Paul Desmond, no Youtube, me veio à mente um cheiro de capa de disco de vinil. E um pouco do cheiro de mofo do quarto onde eu dormia na casa da minha avó. Era onde eu ouvia Dave Brubeck nas tardes horríveis da juventude. Paul Desmond era o saxofonista favorito de Brubeck. Senti uma certa saudade da minha avó, daquele quarto e do disco do Dave Brubeck que emprestei e nunca mais devolveram. Minha avó, Brubeck, Desmond... todos se foram e nunca mais me foram devolvidos.

*

Hoje só ouvi músicas que eu ouvia quando tinha 16, 17 anos. A prova de que, quando eu tinha 16, 17 anos eu já era um velho.

*

Alguns dizem que não é essencial, mas eu acredito que todo artista precisa de um lugar específico para trabalhar, um estúdio ou atelier, ou um quarto adaptado que se pareça com isso, como no meu caso. Criar um espaço desses é construir, egocentricamente, uma espécie de santuário pessoal onde se pode ficar cercado de suas músicas prediletas; saber, por exemplo, que os livros essenciais a sua existência estão logo ali, basta esticar o braço ou mesmo apenas olhar para eles para que a gente se sinta melhor, protegido. Esse espaço nos permite revestir as paredes com os próprios desenhos que, afinal, são espelhos de nossa verdadeira alma, e temos que estar olhando para ela o tempo todo, para não perdermos a exata noção de quem somos. O útero. Ou bunker. Ou a grande trincheira contra o mundo real, com isolamento acústico contra o universo invasivo que nos cerca. Gosto disso, do silêncio, de estar blindado contra o cotidiano - a saber: cachorros do vizinho latindo, telefone tocando, sons de panela de pressão vindo da cozinha, aspiradores de pó, assobios, carros, motos, ônibus, carro do sonho, tudo violentando a paz interior - ou melhor, insistindo em dizer que pertencemos a realidade da vida, como todo mundo. O espaço do artista é, de alguma maneira, a recusa em pertencer a essa realidade. Eu não quero pertencer a realidade, eu quero pertencer a minha própria realidade, porque talvez ela seja menos conflitante - ou mais confortável, sem desafios maiores e sem o mundo real de carne, osso e insanidade intrometendo-se o tempo todo em nosso jardim de infância de sonhos mal acabados.

Saramago morava numa ilha deserta, não é sensacional? E eu... bem, ando pensando seriamente em me mudar para Antonina. Existe um morro por lá onde construíram um condomínio em que as casas ficam consideravelmente distantes umas das outras e acho que é lá que vou morar. Um dia. Talvez em breve. Não é sensacional?

Ahmad Jamal > https://www.youtube.com/watch?v=eyc4KWljn0M

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Tangerine, Ahmad Jamal > https://www.youtube.com/watch?v=98aeZg0Hw70



Escrito por Benett às 14h31
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I remember april

Errol Garner - Concert by the Sea >

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Mini conto:

Um casal, furtivamente:

- Eu não tenho nada para te oferecer. Somente dor, decepção, tristeza...

- Bom... por mim está OK.

FIM

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Quem, em sã consciência, não gostaria de ser o Thelonious Monk, o Duke Ellington, o Count Basie ou o Errol Garner? Ao menos para ter o nome escrito com aquelas letras legais na capa do disco abaixo.


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Ahmad Jamal > Outertimeinnerspace



Escrito por Benett às 14h53
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My Foolish Heart

Bill Evans >>> https://www.youtube.com/watch?v=unZp9IezsAY

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Escrito por Benett às 16h35
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A verdadeira e definitiva trilha sonora: http://www.rainymood.com/

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Escrito por Benett às 08h55
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Corvo Bebado

Poty

Existem algumas pessoas que entram em sua vida para elevá-la num ponto que torna impossível o regresso. Com Cristovão Tezza acho que minhas ilustrações - meu desenho, que é tão limitado!- subiram uns dois degraus em qualidade. E agora, com essas tiras com texto de Dalton Trevisan - com conhecimento do vampiro, inclusive- acho que não posso nunca mais voltar a desenhar as tiras imbecis que fazia há alguns anos. O texto e os temas de Dalton Trevisan são um ponto sem volta no meu (pretensioso? pedante? audacioso? falastrão?) trabalho. A maturidade enfim se aninhando em torno do meu dilacerado coraçãozinho de cartunista.

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Outra coisa: era o Poty - meu Deus, o monstro Poty!!! quem ilustrava os textos dele. Só de ter meu nome associado ao de Dalton, mesmo que por um infinitésimo momento, já faz o verde brotar novamente no meu deserto de realizações pessoais. É evidente que Poty e Dalton ainda estão num nível muito, mas muuuuuito lá em cima. Um andar praticamente inalcançável para mortais como eu.

***

Estou acabando A Suavidade do Vento, de Cristovão Tezza, de 1992, e é o livro mais próximo de um desenho animado que eu já li. Acho que tive ao menos três ataques de riso, isso num livro que não é de humor, nem para ser engraçado, mas... bucólico, como essas cidades do interior que só têm uma avenida. O humor respinga da melancolia, das frustrações, do azar e... quando percebemos, estamos com água até o pescoço. E rindo. O mesmo, acho, vale para Arara Bêbaba e Pico na Veia - que li novamente para criar essas tiras. O humor paranaense é construído nas ruínas, os alicerces são a decadência, de um lado, e a esperança tola do outro. Com um reforço bastante seguro no ridículo de nossas vidas.



Escrito por Benett às 10h27
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Petite fleur

Moondog >>>https://www.youtube.com/watch?v=OwBGtgoVPLs

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Que tal um pouco de Sidney Bechet para esse dia de frio e "sol de geladeira"? >>> https://www.youtube.com/watch?v=b77JruoYJbw

I

Dia desses sonhei com uma criança. Uma menina de uns 5 ou 6 anos. Um rosto muito familiar, cabelos castanhos curtos e usando um uniforme de colégio marrom. Quando acordei fiquei tentando lembrar quem era. Sabia que era uma pessoa próxima e não precisaria me esforçar muito para achá-la nas pastas mentais do meu HD cerebral. Devia ser sobrinha ou filha de algum amigo. Mas, não, não era. Aquele rosto parece que esteve na minha cabeça há muito tempo, mas não era ninguém conhecido. Será que vi na internet, será que era alguma atriz? Sem muito esforço, varri os arquivos da minha memória e não achei referência alguma. Fiquei intrigado e forcei um pouco mais a mente preguiçosa que, naquele momento só queria saber do café da manhã, e finalmente descobri que aquela era a menina de uma foto que tiramos quando estávamos na pré-escola, uma daquelas fotos da turma toda em posição de time de futebol. Uma coleguinha que nunca mais vi na vida e que ficou congelada para sempre naquela foto, daquele tamanho, com aquele rosto, vestindo para sempre aquela mesma roupa da escola. A garota provavelmente deve estar casada e com filhos, ou deve ter mudado de sexo ou virado atriz pornô, sei lá... tudo o que ela não é mais é aquela menininha segurando um copo com tampa com canudinho rosa e que voltou em meu sonho, graciosamente, para lembrar que todos nós estamos mortos e enterrados juntos com uma época que se foi para sempre.

***

Ah, resolvi deixar o bigode, em homenagem a Clark Gable. Mas fiquei mais parecido com um puxador de charrete paquistanês.


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Escrito por Benett às 22h47
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Going to a Go Go

Como essa música não é o hino de algum país ou cidade? >>> https://www.youtube.com/watch?v=UhwrSTWAHV8

Bem, é o hino de um bar. Ei, vejam se não sou um cara de sorte. Apenas alguns dias depois de ilustrar um livro do Cristovão Tezza, encomendaram-me tiras em quadrinhos sobre Dalton Trevisan. Dois dos meus autores favoritos. Só falta Leminski no meu portfólio. Desenhei seis tiras usando apenas textos do "vampiro" retirados de dois livros menores seus - menores no formato, porque são pocket books: 99 Curruíras nanicas e Arara bêbada III. Óbvio que aqueles micro-contos ficaram legais como tiras em quadrinhos. Bem, eu gostei, já o Dalton não sei se vai apreciar tanto assim. Há alguns dias fui até a livraria Chain entregar um livro do Amok para ele. É lá que ele recebe correspondências, recados, etc. Quer dizer, não pessoalmente. As pessoas deixam as coisas lá e ele passa depois, incógnito, buscar. Tem um clima de mistério interessante, ninguém pronuncia seu nome em voz alta, os vendedores colocam as encomendas numa prateleira reservada especialmente para ele, é uma atmosfera meio de sociedade secreta. Morei quase quatro anos pertinho da casa do Dalton e nunca o vi por ali, nem mesmo uma janela aberta, ou qualquer sinal de que alguém mora naquela casa. Quem corta aquela grama de seu maravilhoso quintal com árvores plantadas de cabeça para baixo? E também sempre me pergunto como ele consegue sossego para escrever morando em uma rua tão barulhenta: claro, ele deve ter um escritório secreto no subsolo de sua casa, tipo uma bat-caverna. É isso. (Benett)

Magritte

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Escrito por Benett às 07h05
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Musiquinha recorrente >>> https://www.youtube.com/watch?v=hIffNMGyxzE

Amok

Rafael De Soto




Escrito por Benett às 10h30
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Sonho de uma noite de outono

A tira Salmonelas, curiosamente desenhada pelo sujeito que atualiza essa espelunca, foi pré-indicada ao Troféu HQ Mix de Melhor Tira Nacional. A chance de ganhar? Zero, obviamente. É a terceira categoria - Salmonelas é que é de terceira categoria! - de baixo para cima, vejam

>>> http://trofeu-hqmix.blogspot.com.br/2015/06/bom-finalmente-estao-aqui-pre-indicados.html .

Sempre que recebo uma notícia boa fico na expectiva de quebrar um braço ou perder um dente comendo rabanada. Por sorte eu nunca como rabanada. Enfim... uma notícia divertida, uma vez que esse ano faz precisamente uma década que realizei um sonho: vencer o Salão de Humor de Piracicaba, na categoria... Tiras em Quadrinhos.

Não tenho mais nada de interessante ou divertido para escrever aqui, por enquanto. Eu podia colocar algumas frases de Macbeth, que é o que estou relendo no momento. Aliás, vou reler tudo do velho autor inglês - não, ele não estaria escrevendo Sopranos porque Shakespeare é muuuuito superior a Sopranos - e o que não li, que é a maioria. Ontem procurei feito um cão o meu Sonho de uma noite de verão e acho que ou perdi esse livro ou foi uma alucinação funesta articulada por Hécate: eu nunca tive esse livro. É difícil ler Macbeth e não lembrar de Poderosa Afrodite. Assim como quando vi o episódio piloto de Game of Thrones me senti numa tira do Mago de Id, de Brant Parker e Johnny Hart. Ainda hoje quando leio Parker ou Hart (Parker originalmente criou a série Crock e Johnny Hart B.C.) dou risada e sinto uma certa nostalgia de quando eu sonhava no meu quarto em ser cartunista e publicar tiras em quadrinhos. Vale a pena sonhar. Por falar em sonhar, que diabos, onde está meu Sonho de uma noite de verão? Será que eu sonhei que tinha esse livro? (Benett)

Caso tenha interesse em ler de novo algumas tiras, postei um monte no meu Flickr. Tem link ao lado. Ou clica AQUI!


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Amok > confirmado livro novo em 2016



Escrito por Benett às 16h53
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Anedonia

Gorey, como sempre

"O caos concebeu sua obra-prima" - MacDuff


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Escrito por Benett às 18h07
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Oh, horror, horror, horror!

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"LENNOX:  - Esta noite foi turbulenta. Onde dormimos, a ventania derrubou chaminés. E (como dizem) ouviram-se lamentações no ar da noite, estranhos gritos de morte, e profecias, de tétricas pronúncias, de medonhas combustões, de eventos caóticos, recém-saídos da casca, trazidos à luz em tempos infaustos. A coruja, obscuro pássaro, queixou-se a noite inteira. Dizem alguns, que a terra estava febril, e estremecia.

MACBETH: - Foi uma noite violenta."

Lindo isso, não? Vocês devem saber de quem é.

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SOLITUDE. Adoro essa palavra >>> https://www.youtube.com/watch?v=-bELUc9iEnc



Escrito por Benett às 20h24
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If i could be with you

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Count Basie como trilha sonora definitiva dessa espelunca >>> https://www.youtube.com/watch?v=AhfygIZSr5M

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- Um outro mundo é possível.

- Sim, Vênus

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Escrito por Benett às 18h34
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