Quer ganhar um livro Benett Evapora! autografado e com um lindo desenho original encartado? Mande um e-mail para benettomatic@gmail.com
dizendo-me, em 140 toques, porque eu deveria te dar um livro de graça, autografar, ter o trabalho de ir até a porra do Correio passar raiva na fila, e ainda por cima com um desenho original encartado???
A resposta mais original, divertida, interessante, ganha. Pode mandar quantas respostas quiser.
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Olá para aqueles que ainda se aventuram por este blog esguio e pegajoso. Não consigo atualizar esta espelunca simplesmente porque há uma reforma no meu apê, estou convivendo com sons de furadeiras, serrotes, martelos e a respiração de um pedreiro, dificultada por chumaços de pêlos medonhos obstruindo as narinas. Vejam vocês. Quando lancei meu livro Benett Apavora, o preço dele no dia do lançamento era de 42 pilas, se não me enganos. Na semana seguinte, estava 36. Dia desses, paguei 28 reais. Ontem, comprei por 1,99 na Fnac. Por que não venderam meu livro por 20 mangos, para evitar que eu entrasse no seleto grupo de autores deprimentes de livros encalhados? O fato é que comprei dois exemplares que estavam lá e pretendo sortear um deles aqui, sei lá, em alguma espécie de promoção. Algo como o primeiro que me der 500 reais ganha um livro, não sei. Enfim, tenho que ir agora. Marquei uma traqueostomia com uns amigos meus e estou meio que atrasado. (Bntt)
Sábado estivemos numa simpática pousada no meio do nada, ou melhor, em São Luis do Purunã. Árvores e mais árvores, um lago, garoa, névoa, frio, a típica paisagem bucólica da região onde nasci (há uns 80 km do nada). Uma mistura de A Vila com A Bruxa de Blair. Plantamos ipês amarelos num campo imenso cercado por árvores que dão barba de bode (aprendi isso lá). As plantas ficaram ao lado de umas estacas com os nomes de cada um que plantou uma árvore. Como bem observou o cartunista Tiago Recchia, aquele cenário parecia um cemitério, ou algo que prenderia simbolicamente nossas almas por lá. Alguns mijaram um pouquinho nas calças, consequencia do calafrio que lhes subiu às espinhas quando ele disse aquilo.
Além de nós dois, plantaram suas árvores o Paixão, Pancho, Solda, Cristóvão Tezza, Dante, Sponholz, Miguel Sanches Neto, Marco Jacobsen, Thadeu Woiciechowsky e espero não ter esquecido nenhum nome. Quando vou para o Rio é inevitável sentir-me tentado a morar lá. Vocês sabem, aquele cenário é de uma exuberância covarde. Mas quando me deparo com lugares como este que vi em São Luiz do Purunã, penso que meu coração e minha alma pertencem ao lúgubre, ao pântano, ao viscoso, ao musgo, as salamandras e aos sapos. Um dia vou morar numa charneca.
P.S. - Não, não tinha névoa naquele dia.
P.S. 1- Alguns fantasmas do passado deixaram minha visão dessa região meio turva, mas aquele é um lugar lindo. Cheio de cânions, platôs e tudo o mais. Exceto pântanos. Talvez haja algum brejo, mas não pântanos.