Mr. Moustache

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ASBURY PARK >>> https://www.youtube.com/watch?v=jFI2EU50Nl0

 

 



Escrito por Benett às 23h10
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Oh, John

C.A.

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>>>> https://www.youtube.com/watch?v=V_YqvQji2yM



Escrito por Benett às 09h47
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llllllllllll



Escrito por Benett às 21h17
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^^^^^^^

300 pouns of joy >>> https://www.youtube.com/watch?v=fJ2UadHc_Qg

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Kalinoski, 13, 1987

 Oi. Estou escrevendo de uma mesa de piquenique abandonada em um bosque de uma vila no meio do nada e olhando o ônibus levar de volta para a escola a cambada de patifes que estuda comigo. Eu fui “abandonado” aqui por livre e espontânea vontade minha, e quando derem pela falta de seu aluno mais circunspecto é certo vão ligar para você e provavelmente para os bombeiros e a polícia. Não esquente, eu estarei bem. Ser abandonado é uma coisa que meio que se repete em minha vida e acho que li sobre isso em algum desses livros de psicologia empoeirados que temos no antigo quarto da vó. A repetição que leva ao ato ou a passagem para o ato, sei lá.

Por falar em livros gostaria de indicar dois. Um para o papai e outro para você, mas não sei se papai é capaz de ler, aquela testa levemente estreita me deixa com sérias dúvidas, sinceramente. Se ele não compreende o olhar de uma criança ou a realidade em que vive é bem possível que não consiga juntar as palavras com as imagens mentais que um livro proporciona. De qualquer forma, eu gostaria muito que ele lesse A Caminhada, de Cormac McCarthy(*). É um livro fácil, eu diria óbvio, até, porém com uma mensagem poderosa que poderia fazer verter alguma lágrima daqueles olhos que sempre evitam olhar para outros olhos. Bem, eu gostaria que ele lesse se nós ao menos soubessemos por onde ele anda. Faz meses que não temos notícias dele. Deve ter ter sido abandonado pelo ônibus depois de um piquenique com os colegas da firma onde ele trabalha.

E quanto ao outro livro, eu gostaria de indicar para você. É o Life in Hell, do Matt Groening. Eu sei que você prefere Pafúncio e Marocas ou Zé Boné (“aquele bêbado que bate na mulher”) mas acredite em mim, tem mais conteúdo nessas tirinhas sobre coelhos do que em toda a coleção de Riders Digest que temos no velho quarto da vó. E o que é melhor, com aquele senso de humor que eu e meu irmão aprendemos a gostar lendo as Respostas Cretinas para Perguntas Imbecis do Al Jaffee. Não, não é seu tipo de humor, mas acredito que um esforcinho seria bem-vindo para compensar o dinheiro da luz acesa do quarto.

Bem, eu não tenho mais o que escrever. Não tenho mais folhas e também minha paciência foi para mais ou menos onde fica VV Cephei. Bem, não atenda o telefone. Hoje está um dia bonito demais para atender telefones. Acho que é isso. Agora vou subir na mesa, me pendurar nessa corda e pular.

Z.

F   I   M 

(*) – Esse livro só foi lançado em 2006, e essa carta é de 1987. Mas quem dá bola para verossimilhanças nesse blog?

P.S. – Esse conto é a minha versão para a cartinha de Seymour Glass, em Hapworth, 16, 1924.

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Escrito por Benett às 09h45
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trrrrraaaamp

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞



Escrito por Benett às 12h28
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The Lady is a Trump

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>>>> https://www.youtube.com/watch?v=KVIsdLApN9g <<<<

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Escrito por Benett às 09h28
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Good morning starshine

Volta e meia quando estou andando pelas ruas bucólicas (bucólico é só um termo afetado para "deprimente") do Ahú ou do Juvevê (dois bairros afetados daqui de Curitiba) me vem à cabeça uma melodia de Hair, o filme de Milos Forman sobre o  famoso musical homônimo. Geralmente é Good Morning Starshine (mais uma da época da videolocadora e do Victor Folquening) que me toma por inteira a cachola. É um filme divertido do tempo em que eu lia Robert Crumb, queria ter um vinil do Greatfull Dead e sonhava em um dia conhecer a Haigh and Ashbury. Treat Williams tem um final triste, como foi o final do "verão do amor" e todo aquele otimismo, finado com a famosa frase de John Lennon ( que alguns até hoje atribuem ao dono de uma panificadora do bairro). Uma curiosidade sobre o vídeo abaixo: a garota loira do banco de trás é a personagem muda, amiga da Red, do Orange is The New Black. Outra curiosidade. O cara ao lado dela foi membro de uma banda farofa chamada Chicago. Ah, o do banco da frente fez Warriors, um dos meus prediletos de todos o tempos. E o Treat Williams, nunca mais fez nada de bom, exceto o executivo almofadinha de Dirigindo no Escuro. Bom, se vocês não viram Hair, façam isso antes que alguém mais saiba. A antes que eu esqueça: Sodomy é minha música predileta do filme, onde aprendi nomes como cunnilingus, felacious e outros.

Good Morning Starshine: https://www.youtube.com/watch?v=nmZqb2VVc48

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Essa quem mandou foi o Jean Galvão, o extraordinário cartunista. Uma carta de Groucho para Woody Allen de 1967. É do livro Cartas Extraordinárias. Eu queria muito ler a resposta de Allen. É muito bom saber que vivemos no mesmo tempo em que Woody. E Groucho. E Jean Galvão.


Sodomy > https://www.youtube.com/watch?v=TzwGfP98vGM



Escrito por Benett às 12h48
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Speak no evil

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Wayne Shorter >>>https://www.youtube.com/watch?v=f-ABO74MEXQ



Escrito por Benett às 13h04
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Goodbye Pork Pie Hat

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Que dia insuportável hoje. Aliás, que semana insuportável. Eu diria até que mês insuportável. Ok, não sejamos modestos. Que ANO insuportável. Certo, pra quê chorar por misérias? Que década insuportável... para quem estou querendo mentir? Vamos ser sinceros, que século insuportável. Já que estamos falando em século, o anterior não foi nada legal então podemos dizer, com segurança, que ERA insuportável. Esperamos que melhore nas próximas horas, quando abrirei a primeira latinha de cerveja da noite(*). (Benett)

(*) Otimismo pouco é bobagem



Escrito por Benett às 21h09
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Straight no chaser

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Escrito por Benett às 07h19
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Baby Huey

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O primeiro capítulo de mais um livro que jamais irei terminar

A verdade é que todas as manhãs eu achava que ele não voltaria mais, mas essa, hoje, eu tive certeza, como tenho certeza, por exemplo, que não existem homens das cavernas no Céu, que eu jamais o veria novamente. Ele não era um homem das cavernas nem tinha morrido para ir para o Céu mas acho que, de certa maneira, se sentia morto, como eu estava me sentindo agora. Morto. Sem desejo de levantar e ir atrás de uma pessoa que eu amo, amo muito, de verdade, juro. Agora eu sei disso. Mas nessa manhã é como se todos nós estivessemos mortos e eu tenho certeza que mortos não amam ninguém.

Ele simplesmente saiu de casa sem dizer para onde ia, ao contrário de todas as manhãs, quando anunciava já na soleira da porta que estava “indo comprar jornal”.  Não que todas as manhãs fosse necessariamente comprar jornal, mas era um modo de resumir o motivo de sua saída, sem entrar em detalhes que pudessem gerar questionamentos e esses questionamentos respostas contraditórias e sem justificativas claras que levariam a um interrogatório desgastante que, como seu instinto de preservação da saúde mental já sabia, estragaria seu humor pelo resto da manhã ou do dia. “Indo comprar jornal” significava “vou sair porque preciso dar um tempo da companhia sufocante de vocês”.

Quando saiu em silêncio eu tive certeza de que era sem volta. Subiu um vazio pelo meu peito e meus olhos quiseram encher de lágrimas, mas não encheram e percebi que eu estava forçando um pouco isso, mas a verdade é que não me senti triste o suficiente para chorar. Eu me senti triste, mas não a ponto de encher os olhos de água. E não chorar me deu um sentimento de culpa e acho que também um certo alívio por saber que sobreviveria sem a presença dele aqui na casa. É uma coisa confusa. Tristeza por ele, por mim e por toda nossa vida de mentiras e infelicidade disfarçada.

 

PAREM A VIDA DE VOCÊS E ESCUTEM ESSE CARA >>> https://www.youtube.com/watch?v=8g3yocin8DA




Escrito por Benett às 20h28
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For the good times

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Ontem foram duas tentativas de fazer café. Na primeira esqueci de por café na cafeteira, passei água suja. Na segunda, esqueci de ligar a cafeteira. Tenho um amigo que é imbatível: passou café solúvel. Café é sempre bom, mas se você tem TDDA -ou seja lá qual for a sigla do momento para definir o déficit de atenção- ele potencializa o grau de insanidade e você fica como uma biruta enlouquecida num vendaval. Não que eu tenha isso, de fato, ou num grau elevado, mas é muita distração num corpo só. O que me preocupa é que esquecer de por café ou ligar a cafeteira é só UMA das pequenas distrações diárias que se acumulam ao longo de um dia. São várias, que tornam a existência pouco produtiva, do ponto de vista prático.

Tenho um outro amigo que é adepto da gourmetização do café. Acho um saco, café é café. "Ah, mas esse é moído na hora e tem grãos de fezes de pássaro-elefante de Madagascar". Blargh, me dá só um café, por favor. E tire essa tal stevia de perto de mim. Era só que faltava, a gourmetização dos adoçantes. Café, quem vive sem café? Lembro de um dia estar no mercado com meus tios. Eu tinha uns sete anos e tinha aprendido a ler. Então comecei a ler a marca de cafés em voz alta. Café Damasco, Jubileu F (é, tinha essa marca). Então, uma garotinha que estava perto de mim, e não sabia ler, mostrou para a mãe dela: "OLha, Jubileu F." A mãe falou brava "não é não", bem ríspida. A menina me olhou com uma cara de "ei, você me sacaneou". Eu achei engraçado e não disse nada.

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Escrito por Benett às 19h02
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Pata Hari

Hank Mobley> https://www.youtube.com/watch?v=a6BeFs4Q31Q

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00-Zero

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Escrito por Benett às 12h13
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New Komics on the block

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Assim que terminar as tiras para o novo livro do Amok -pretendo desenhar 300 e daí selecionar 170 para o livro. No total, tenho 276 tiras- e... onde parei mesmo? Ah, assim que terminar as tiras para o novo livro do Amok pretendo investir nessas HQs de uma página. Vou fazer várias e várias e depois ver o que faço com elas.



Escrito por Benett às 10h47
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Sabbath blood Sabbath

Goya

wwww

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88888888

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Escrito por Benett às 13h12
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