Pesadelos de uma noite de vero

Há tempos eu não tinha desses pesadelos assustadores, mas nas duas últimas noites eles voltaram e me deixaram com a pulga atrás da orelha. 


Sonho 01: Eu estava em um lugar que parecia o jardim de uma casa enorme e antiga. No gramado, havia uma cabeça decapitada. O rosto de um homem lembrava uma pintura da renascença, branco, de uns 50 anos, cabelo escasso, no melhor estilo Holofernes. Ao lado uma adolescente vestida de preto, com um capuz, fazia uma espécie de vigília ao seu lado. Eu me aproximei e lembro de ter pensado comigo "por que ela está ali?". Foi quando a cabeça, que estava com os olhos fechados, abriu rapidamente os olhos e começou a falar algumas frases desconexas. Eu me assustei e então a garota levou a cabeça até o corpo, que estava deitado em outra parte do jardim.

Sonho 02: Era noite, ouvi um barulho na cozinha e levantei correndo para ver o que era. Eu estava no apartamento em que morei em 2002, na Comendador Araújo. Não liguei as luzes e dei de cara com uma velha, que havia entrado não sei como. Ela estava perdida e eu não conseguia falar com ela. Percebi que tinha os olhos fechados - apesar de não conseguir ver seu rosto direito- e estava a procura de alguma coisa, andava com os braços estendidos. Não falava e, quando eu enconstava nela, se tornava agressiva. Ela não queria sair, apesar de eu tentar levá-la para fora de casa.

O que significam esses pesadelos? Não tenho a menor ideia, mas desconfio que a garota ao lado da cabeça e a velha na minha cozinha sejam a mesma pessoa: aquela garota sedutora de rosto bem branco que carrega uma foice pra cima e pra baixo. Mas, para ser honesto, acho que essas figuras bizarras apareceram no meu sonho por um outro motivo: de tanto ficar olhando essas pinturas e desenhos renascentistas. Aqueles tempos me parecem assustadores!

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Escrito por Benett às 15h24
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Murder Machine

Imagem tirada do Twitter do Banksy

Ontem liguei para minha mãe - a primeira vez que falei com ela esse ano - contando uma coisa legal que está acontecendo comigo e ela deu um jeito de mudar rapidamente o rumo da conversa, para falar sobre o velório de uma pessoa que ela não pode ir, e o quanto ela se sentia mal por isso e como a situação toda era triste e tal... Então todo o clima de euforia acabou se tornando o de um velório e então tive que dar uma desculpa e desligar o telefone. Minha mãe sempre lia a Gazeta do Povo e acho que foi isso o que me fez querer ser cartunista e jornalista. Quando comecei a trabalhar na Gazeta do Povo, ela passou a comprar o concorrente, Jornal Estado do Paraná. Não é comico? Só não é mais cômico do que o fato de eu ter batido o carro num poste hoje. Se eu contar isso para minha mãe periga ela perguntar "aconteceu alguma coisa com o poste"?

Da Vinci?


Sempre intrigou-me essa imagem da Santa Ceia - ou a Última Ceia-, mas não pelos mesmos motivos que levaram Dan Brown a escrever O Código Da Vinci. O que me intriga na verdade é... quem é que arrumou a mesa desse jeito nessa sala? Se eles tivessem colocado essa mesa 'de cumprido" teria mais espaço para as pessoas passarem para o outro lado. Parece que eles entraram pelos fundos ou pelas janelas. Ou passaram por debaixo da mesa. Ou já estavam ali antes de colocarem a mesa. Outra coisa... por que eles estão todos sentados de um lado na mesa só? Tem alguma explicação na Bíblia para isso? Porque tem algo ali entre o pintor e a mesa, que não sabemos ao certo o que é, mas eu presumo que seja um televisão ligada em algum jogo de futebol, talvez o clássico Galiléia X Judéia. Outra coisa... no alto, à esquerda da janela principal do templo ( se é que é uma janela e não uma porta) tem uma caixinha branca, que eu presumo que seja o ar-condicionado. O que faz muito sentido, uma vez que as características climáticas daquela região não são lá muito amenas. Dizem que há muito pouco de Da Vinci nessa pintura, uma vez que as camadas e mais camadas de restaurações fizeram praticamente desaparecer o original de Da Vinci. O que lembra daquela senhorinha espanhola que foi restaurar um pintira numa igreja e a transformou em algo grotesco, quase semelhante ào Quasímodo da Disney. Me ocorreu que, daqui há 250 anos, algum maluco resolva restaurar a pintura dela, e acabe por transformá-la em algo primoroso, como o Adão, de Michelangelo. E todos ficariam extremamente indignados.


O que vocês andam lendo por aí?

Eu estou lendo um livro chamado Murder Machine, sobre uma quadrilha de ladrões de carros, tráfico de drogas, pornografia e extorsão que eliminava qualquer um que atrapalhesse seus negócios. Para isso, matavam e desmembravam seus corpos e os jogavam num depósito de lixo. Detalhe: não é ficção. Também estou lendo uma biografia do Leonardo da Vinci e, a cada linha que avanço, fico mais apaixonado pela Mona Lisa. Também estou relendo Bufo & Spallanzani. Ou seja: um livro não tem absolutamente nada a ver com o outro.



Escrito por Benett às 06h52
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Im not there

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Escrito por Benett às 06h07
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2015 - que ano!

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Charge de hoje na Folha

Vamos fazer um jornal desses aqui no Brasil? - Como diria o Laerte, um jornal como esses não teria chances no Brasil.

Meu celular morreu. Não é tão ruim assim. Menos pessoas falando comigo. Então, aproveitando a atmosfera de silêncio, cancelei a conta no FB. Acho que consigo viver sem.

Aliás, sobre o FB:

Mais tiras




Escrito por Benett às 13h35
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Happy Christmas!!!

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Algumas histórias

Uma das maneiras - ou seria melhor chamar de manias? - que tenho é deitar no chão do meu estúdio e ficar ali uns 15 ou 20 minutos tentando encontrar o final de uma tira ou uma sacada para a charge. Eu gosto de deitar no chão. As vezes, meu local predileto para ler e criar tiras novas não é na prancheta, mas em cima de um tapete cinza que tenho em frente a lareira de casa - é, tem uma lareira aqui em casa que nunca foi usada. É meu lugar predileto, muito mais do que minha mesa de desenho.

*

Dia desses vi um senhor de uns 80 anos pescar um peixe, na frente de uma criança de três anos. O peixe foi jogado no gramado em volta da lagoa e começou a saltar desesperadamente. O senhor pegou um martelo que estava por perto e acertou a cabeça do peixe duas ou três vezes, até ele morrer. O garoto ficou olhando aquilo sem piscar e eu fiquei mal. Não gosto de matar nem aranhas, e ver um ser daquele tamanho morrer de forma violenta... me fez mal. Me fez mal pensar na morte, no velho e no garoto. Sei que é normal nesse mundo insano os mais fortes matar os mais fracos para comer, mas o que me fez pensar foi a morte. Em como ela está presente o tempo todo e em como a vida é apenas uma exceção.

*

Uma coisa que odeio: pessoas que tentam recontar, à sua maneira, uma história desagradável para tentar torná-la favorável à sua imagem ou objetivo. Não sei se me expressei muito bem. Vou contar um exemplo: alguém fez uma merda gigantesca no passado, motivo de conhecimento geral e vergonha monstro. É sabido de todos o que e como aconteceu. No entanto, com o passar do tempo, o autor da merda começa a recontar os fatos com leves alterações, modificando uma coisa aqui, outra ali até que, de causadora do desastre, torna-se vítima indefesa inevitável e digna de pena. Elas fazem isso e, no final, acabam acreditando na própria mentira a ponto de contestar a versão original. Uma maneira de ser absolvida pela própria consciência e seguir adiante, como se nada tivesse acontecido.

***

Por eu ser bem introspectivo, muitas pessoas acham que sou mau humorado. Outra pensam que sou sério. Não. Na verdade sou apenas resignado.

Benett - cartunista, chargista e pano de chão. As vezes, levemente narcisista

Feliz 2015 - porque 2014 foi trash!



Escrito por Benett às 15h12
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Rise and fall of Benett

Olá todo mundo! Vocês por aqui? Quanto tempo!

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Escrito por Benett às 06h38
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Dead lives in the dirty ground

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Escrito por Benett às 16h25
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TOUCH ME, IM SICK!

Ah, eu estou aqui também: https://ello.co/albertobenett

AQUI AINDA FUNCIONA >>>>>>>>> https://cartunistabenett.wordpress.com/

 

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how to disappear completely???

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Escrito por Benett às 00h31
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Heart of the sunrise

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Escrito por Benett às 13h42
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Little boy how old are you?

e não é que estou atualizando isso com alguma frequência novamente?

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Escrito por Benett às 07h54
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Anedonia

Acho que esse vai ser o nome do meu próximo livro: Anedonia. Ou Chinese Democracy...

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Abaixo, o cartunista Benett, autor dessas tiras desesperançosas que vocês estão lendo. Ele continua bem, obrigado.

P.S. - como ninguém mais visita essa merda, acho que posso postar umas fotos minhas sem parecer narcisista ou ególatra ou vaidoso ou algo assim.

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Escrito por Benett às 11h42
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I'm still here

Ontem assisti novamente Barbarella e Woody Allen, um documentário. Não sei se fiquei mais excitado vendo a Jane Fonda tirando a roupa no início de Barbarella ou vendo Woody Allen escrever seus roteiros numa máquina de escrever portátil

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Ainda não sei como as pessoas conseguem morar em São Paulo. Sei que lá é O lugar do Brasil para trampar e se divertir. Mas fico com a impressão de que é como usar o tênis com a sola mais macia e confortável, só que dois números menor. Vi um trecho de Adotada, na MTV, em que eles mostravam uma linda rua sem saída... apinhada de carros estacionados. Achei aquilo tão devastador, opressivo... acho que estou ficando velho e sensível demais. E o fato de não ter água... bem, ao menos os paulistas igualaram os franceses em alguma coisa: a falta de banho.

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Grandpa Elliott toca amanhã em Curitiba, na Ópera de Arame. Fui num show do Breeders lá e é o lugar mais interessante que conheço para ver show. Depois da Pedreira. Acho que todos deveriam ir, afinal, o ingresso está barato e tal. Ah, quem é Granda Elliott? Dá uma pesquisada no YouTube, please.

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Escrito por Benett às 06h23
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Outras tiras

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Hoje é mais uma segunda-feira em que a promessa de "voltar para a acadêmia" foi quebrada. Não consigo conceber a ideia de ficar meia-hora caminhando numa esteira, depois mais uma hora puxando ferro e mais meia-hora na bicleta ergométrica. Sei que é muito bom e não deveria abrir mão de fazer, afinal, o sedentarismo é minha segunda profissão, mas... quantas tiras e desenhos eu poderia fazer nesse tempo? Estou, como diria John Lennon, na minha fase Elvis e espero não entrar na minha fase Léo Jaime, mas tentar convencer meu cérebro preguiçøso de que academia iria me fazer bem é uma tarefa tão difícil quanto adquirir uma "barriga invertida".

Por falar em John Lennon, acho que não existe uma pessoa com tanta ironia e senso de humor do que esse cara no mundo do rock. Vejam, ele conseguia ser quase um irmão Marx, sem cair no estilo "clown" de outros caras da música. Ninguém criou tantas frases sarcásticas como ele. Por exemplo, essa da "fase Elvis", se referindo ao fato de os Beatles estarem ficando gordos de tantos jantares e conferências. Outra:"Como vocês vieram parar nos EUA"? " Fomos até a Groenlândia e viramos à esquerda".  John Lennon era o Jules Feiffer da música. E por isso eu acho que, se estivesse vivo, eu iria num shoe dele nem que tivesse que fosse de bicileta ergométrica.

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Será que alguma editora se interessaria em publicar um livro com essas tiras (quase) sem texto e nenhum personagem fixo? Acho que todo artista um deveria matar seus personagens.

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Escrito por Benett às 15h23
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TIIIIRRRRRAAAAAASSSSZZZZZ

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Essas são as tiras que ando desenhando compulsivamente nos últimos dias. Acho que desenhar tiras sem texto é um desafio muito, mas muito maior do que tiras com diálogos e personagens.

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Escrito por Benett às 13h27
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Um conto depois de muito tempo

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Foi de uma maneira um tanto prosaica, para a dimensão do acontecimento, que eu deveria atribuir a algum engraçadinho querendo rir da minha cara. Chegou pelo Correio. O endereço do remetente é aqui perto de casa, mas a data da postagem é que me pegou de jeito: mais de cem anos à frente. Sim, é uma carta do futuro. Eu não sei que serviço postal o sujeito usou, mas o fato é que a carta chegou em tempo de eu ler. Bem, vejam vocês mesmos do que se trata:

 

“Uma carta para meu tataravô, Benett, já morto.

Quando assertivamente falamos que não gostamos de pessoas que assobiam, pessoas que usam bigodinho fino, pessoas que bebem o café direto do bico do bule, pessoas que limpam o suor das axilas nas toalhas de rosto, pessoas que raspam o barro da sola do sapato na escada de sua casa, pessoas que espirram e  limpam o nariz no cachorro, pessoas que espalham perdigotos nas bacias de comida do buffet, e etc., alguém irá lhe apontar o dedo e acusá-lo de intolerante com as diversidades. Todas as diversidades, não importam quais, especialmente aquelas que diferem umas das outras.

Estamos no ano de 2117.

Outro dia um homem disse “bom dia” para os vizinhos no elevador de seu prédio e foi duramente reprimido por uma garota hippie que o acusou de não respeitar o direito individual dos niilistas (sim, os hippies de hoje são niilistas) de terem dias tenebrosos e infelizes. A bicho-grilo disse que, agora, sentia-se pressionada pela sociedade para ter um dia alegre, colorido e cheio de vida, coisa que ia de encontro à sua tristeza natural e profunda, e poderia miseravelmente eclipsar a melancolia acolhedora das trevas. A pé de hobbit não podia admitir uma violência dessas contra ela e contra o que ela representa. Um advogado espremido entre as senhoras com sacolinhas de compra, se animou em mover uma ação contra o pobre bonifrate, que já se viu andando pelas ruas vestindo apenas um barril preso a dois suspensórios, por conta da grana que voaria de sua conta bancária direto para o bolso do rábula oportunista, em uma quase provável condenação.

O Natal foi abolido no País no dia 25/12/2100.

Em um movimento orquestrado de forma magistral pela ACAC – Associação dos Comerciários Anti-consumistas- e pela Igreja da Realidade Paralela – uma Igreja que acredita que, em uma realidade paralela, Deus não existe- consumou-se o, digamos, golpe, na madrugada de um feriado prolongado, em votação sigilosa, na ALS – Assembleia Legislativa Secreta, um lugar onde deputados e senadores exercem suas funções e ninguém ninguém tem a menor ideia de onde fica.

A Ordem dos Advogados Oportunistas processou individualmente todos os cidadãos do País por silenciarem e, por consequência, se omitirem de tal decisão – prejudicando diretamente a OAO, que não teria mais rendimentos gerados por ações contra fabricantes de brinquedos. Não preciso dizer que todos os cidadãos perderam.

O garoto que conseguiu ser costurado a um cachorro.

A legislação foi flexível e o menino de 5 anos, orientado por seus pais e um astuto cirurgião plástico, conseguiu na justiça o direito de tornarem-se irmãos siameses. Apesar da ideia um tanto controversa, população apoiou o direito do menino de ficar para sempre costurado em seu melhor amigo, enxergando ali uma brecha para o direito que os cidadãos têm de fazer o que bem entenderem com os seus corpos. O garoto recebeu apoio do AUQCQPL – Artistas Unidos por Qualquer Causa que Pareça Legal e políticos progressistas do PPO – Partido dos Políticos Oportunistas.  No final, todos ficaram felizes por eles. Exceto meu cãozinho, rosnou um pouco.

Os juízes, por fim, conquistaram o direito a mais uma verba milionária mensal chamada Vale Existência. O benefício é destinado a todos os magistrados que comprovem estarem vivos – para isso basta ir ào INSS e manter-se respirando por mais de 30 segundos- e, pode ser ampliada para o caso de um juiz levar uma vida dupla ou ter dupla personalidade.

Meu querido avô Benett. Infelizmente não nos conhecemos, mas eu adoraria que você soubesse como é a vida aqui na República Socialista Islâmica Agnóstica Ateísta Evangélica do Brasil em 2117. Sei que você apoiava causas como a dos gays, feminismo, era contra o racismo, e lutava com seus desenhos contra a corrupção. Acredite, as coisas melhoraram bastante. A homofobia e o racismo praticamente desapareceram, as mulheres conquistaram seus direitos. Já a corrupção ela foi aprovada unanimemente por parlamentares, graças a um acordo entre a oposição – que está no governo- e a situação – que é contra o governo.

A política, você pode não acreditar, melhorou. Ontem mesmo o presidente da república resolveu mudar de sexo novamente. É a terceira vez em um ano. Quando a popularidade despenca, ele faz uma operação e os números voltam a subir. Outra mania é mudar de etnia. Começou como oriental, adotou a linha afro e, agora, tem se esforçado para ser albino.

Mas é, isso. Em breve mando mais notícias do futuro.

De seu tataraneto, #YP&*4. ( sim, esse é um nome de meu tempo).”



Escrito por Benett às 11h23
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