Learnintheblues

Rinocerontem foi um dia irrelefante.

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Como eu tenho desperdiçado tempo com coisas inúteis, misericórdia! As vezes, quando não quero pensar, quando quero apenas algo que ocupe o cérebro - e não necessariamente fazendo-o trabalhar- leio qualquer porcaria de livro que me cai à mão. Por exemplo, algo bem nerd, leio tudo sobre a máfia de Nova York. Tenho comprado livros e mais livros sobre o assunto, histórias verídicas sobre criminosos de rua da Cosa Nostra dos anos 70 e 80. As histórias são fascinantes, inacreditáveis mas depois me pergunto... pra que cargas d'água eu tô lendo isso? Não me é útil para nada, mas funciona como... morfina para as angústias do cotidiano. Há algum tempo eu lia tudo sobre as Cruzadas ou sobre a Primeira Guerra Mundial. Coisa de nerd. Ou geek. Ou weirdo. E quando não são esses livros são as séries de TV. Vi tudo, desde Sopranos até Demolidor - exceto Game of Thrones, que aí já acho demais. Minhas favoritas continuam sendo Sopranos e In Treatment, mas admito que Madmen e Breaking Bad são brilhantes. Tenho esperança que Demolidor vá além das porcarias produzidas pela Marvel porque o Rei do Crime é um personagem digno de ser acompanhado: matou um jornalista estrangulado. Woody Allen deve escrever uma série para a Amazon. Ele disse que nunca viu nenhuma dessas séries. Se eu pudesse sugerir, diria "veja Sopranos, velhinho". David Chase é o grande mestre e precursor de todas essas séries. Alguém disse que, se Shakespeare vivesse nos dias de hoje, provavelmente estaria escrevendo episódios de Sopranos. Acho que Blue Jasmine daria uma ótima série, os personagens são incríveis, há tragédia e humor na medida ideal e, no filme, senti que as histórias vão além do que vimos pouco menos de duas horas. Em tempo, para não dizer que só faço coisas inúteis, ontem fui fazer um eletrocardiograma, para ver como estava meu tic-tac. Sem perigo iminente: não encontraram nenhum coração ali dentro. Semana que vem farei um exame na cachola. Talvez haja um cérebro ali dentro.  - Benett

P.S. - Leram a entrevista com o filho de John Fante? Ele disse o que sempre suspeitei. Fante não morria de amores por Bukowski. Quando tinha 15 anos Bukowski fazia muito sentido para mim, apesar de eu não glamourizar aqueles estilo de vida " cachorro lambendo meu vômito na sarjeta". Depois que li Fante, nunca mais consegui gostar de Bukowski. Em termos de degradação humana, ainda fico com William Burroughs.

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Poor Otis dead and gone. Left me here to sing his song. Otis Redding é o que está tocando quando você chega ao Céu >>> https://www.youtube.com/watch?v=9sBoUZ6gMkc




Escrito por Benett às 10h36
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Didjeridoo

Ellington & Hodges

Não sei se existem muitas coisas das quais eu possa me orgulhar do período da minha adolescência, mas acho que ser fã de Duke Ellington é uma delas. Eu tinha comprado Ellington Uptown - meu primeiro vinil de jazz- e algum tempo depois o Victor Folquening descolou essa preciosidade aí de cima, o Side by Side. A gente não devia ter 17 anos e ficávamos como dois velhos sentados num sofá escutando música e falando sobre como deveria ser lindo morar em Nova York nos anos 50, ser viciado em heroína nos anos 40 e ter colhido algodão nos anos 30. Tínhamos mais dois ou três amigos nerds que traziam alguns discos e a gente fazia uma jam session -como dizíamos- com todos os nossos álbuns ( Long plays!). Olhando hoje parece divertido - e era, mas tinha algo meio deprê nisso tudo. A gente devia estar correndo atrás de sexo, ao invés de ficar ouvindo Dixieland ou Archie Shepp. Mas eu me orgulho de Ellington.

 

Todo mundo ama Art Tatum. Se não, deveria >>> https://www.youtube.com/watch?v=ZuQQgV92rFM

E acho que todo mundo ama Edward Gorey.

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Ela está sempre comigo

Didjeridoo  >>> https://www.youtube.com/watch?v=Yf5SgPArT9Y



Escrito por Benett às 18h13
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Solidao Lunar

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Ilustra para uam crônica de Cristóvão Tezza

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Sim, TOMI UNGERER, um dos mais monstruosos desenhistas que já vi na vida! >>> http://www.drawingcenter.org/en/drawingcenter/5/exhibitions/9/upcoming/816/tomi-ungerer-all-in-one/



Escrito por Benett às 11h18
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Poor boy

Primeiro uma grande decepção seguida de um desespero súbito; depois uma tristeza lancinante e uma depressão desesperadora; então um vazio imensurável e uma solidão dolorosa como a queda num abismo escuro e sem fim. Subitamente um átimo de suposta felicidade e alegria intermitente trazem alguma cor ao horizonte, depois tomado pela frieza congelante da indiferença. Aquela que precede, novamente, o vazio e a solidão. E então como não há mais nada para ser devastado, surge enfim... a resignação. A boa e velha resignação. Sinal inequívoco de que haverá, em breve, um belo sorriso de felicidade. (Aquele que antecede a grande decepção)

https://ouvirmusica.com.br/leadbelly/1489360/

01 - e se essas tiras fossem coloridas?

A Difícil Arte de Rabiscar >>> http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/salmonelas/a-dificil-arte-de-rabiscar/

Poor Howard cowboy.

Para Victor Folquening, onde quer que ele esteja >>> https://ouvirmusica.com.br/leadbelly/1451394/



Escrito por Benett às 14h26
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LEIÃO >>> http://www.bobographics.blogspot.com.br/

Tudo bem eu por uma foto minha aqui?

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Escrito por Benett às 16h57
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Furgettaboutit

>>> https://twitter.com/Benett_


Tinha um poster desse filme nna sala do meu antigo apartamento, na Mariano Torres. Minha vida naquele tempo era uma insanidade completa - quase como esse filme.

01 - Ando sem paciência para desenhar. Acho que dá para perceber pelas tiras sem cenário e com bonequinhos cada vez mais desleixados. Não que eu tivesse paciência para ficar uma hora em cima de um desenho.

mais tiras velhas...

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That's all, folks - vou deixar isso aqui natimorto por uns tempos.

B.



Escrito por Benett às 17h42
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XXX

Tem uns caras malucos que criaram um lance chamado Clube de Humor e Quadrinhos Barão de Itararé. Eles se reunem para falar de quadrinhos, autores, produção, mercado editorial, dançam nus ao redor de fogueiras e queimam pessoas dentro de um imenso homem de palha. Bem, eles escolheram meus torpes desenhinhos para tema do próximo encontro, que irá acontecer HOJE, em Ponta Grossa.

Eles mandaram um release:

BENETT SERÁ TEMA DO PRIMEIRO CROSSOVER DE QUADRINHOS DA REGIÃO

Um dos cartunistas mais influentes do Brasil, Benett saiu do Santa Paula e chegou à Folha de S. Paulo criando uma obra que faz graça e filosofa.

 “Crossover” é um conceito cultural que significa a combinação de diferentes artes ou de personagens e temas de uma mesma expressão artística. Nessa quinta-feira (07/05), haverá o primeiro crossover de HQ feito nos Campos Gerais. É que enquanto a obra do cartunista Benett for projetada num telão da sala B do Cine-Teatro Ópera, o baixista Hugo Alex, da banda Cadillac Dinossauros, vai improvisar musicalmente diante das imagens que vê.

“A partir de umas 60 ilustrações, eu vou fazer umas ‘texturas’ com o baixo de acordo com o ‘brilho’ de cada grupo de imagens. Se o conjunto for ‘mais escuro’, o andamento musical será um; se ele for ‘mais solar’, menos melancólico, será outro andamento”, explica Hugo Alex, músico que aceitou o desafio dos organizadores atividade pela “aventura” do formato, que também é inédito para ele.

BENETT SEGUNDO OUTROS CARTUNISTAS

 “Benett é um dos desenhistas que mais presta homenagem aos grandes mestres do humor americano com seu trabalho. Por isso, a sua opção preferencial pelo gênero autodepreciativo característico de Charles Schultz, Woody Allen, Groucho Marx”, analisa Arnaldo Branco, que é jornalista e criador dos personagens de quadrinhos Capitão Presença e Joe Pimp, publicados pela revista Tarja Preta.

            “Eu sempre achei que não era possível rir mais de uma vez de uma piada, a não ser com o tempo. Mas o humor do Benett me faz rir mais de uma vez, imediatamente. E não é esse riso raso da internet: kkk, rsrsrs... É risada de verdade”, observa Jean Galvão, que publica charges políticas na página dois do jornal Folha de S. Paulo desde 1999.  Jean, atualmente, divide esse espaço com o Benett e Angeli.

            ADVERSÁRIO DA ESTUPIDEZ

Além do crossover, serão comentados durante a atividade diferentes gêneros de expressão HQ de Benett e episódios da carreira, como suas participações e premiação no Salão Internacional de Humor de Piracicaba.  Egresso das ruas do bairro Santa Paula e dos corredores do curso de Jornalismo da UEPG, Benett trouxe a sua personalidade singular para o humor brasileiro não apenas no humor político, mas explorando temas insólitos e “falhas” da condição humana, tendo a si próprio como alvo recorrente.

A programação voltada a Benett inclui depoimentos inéditos, como o feito pela cartunista Pryscila Vieira, no qual ela dá a sua versão de como o lado boêmio de Benett convive com uma figura disciplinada que produz toneladas de trabalho criativo. Outro colaborador foi o fã João de Oliveira Jr, cuja fanpage reúne mais de 2.500 trabalhos do cartunista. Convidado à difícil tarefa de definir sua admiração, arriscou: “Benett tem uma qualidade encontrada em poucos humanos, que eu chamaria de sagacidade meio psicanalítica, meio psicopática”. Logo complementa: “Uma grande parte do universo dos personagens do Benett questiona permanentemente uma certa estupidez humana”.

            Durante abril e maio, o Clube de Humor se dedicou a valorizar os cartunistas do Paraná. No dia 23, a homenagem foi a Roque Sponholz. Em 21 de maio, o desafio será contar a história de José Ireno. Hoje, quinta-feira, o tema é Benett, cartunista de PG que se tornou um dos cartunistas mais conhecidos e admirados do Brasil.  

 Serviço:

 O que: Encontro do Clube de Quadrinhos e Humor Barão de Itararé

Onde: Cine-Teatro Ópera, XV de Novembro, 468, sala B – Centro

Quando: dia 07 de maio de 2015 – quinta-feira

Horário: 19h30-21h

Entrada: gratuita

Contato: Fan page “Clube de Humor e Quadrinhos Barão de Itararé”

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Escrito por Benett às 07h58
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Sweet chariot

Steinberg - se eu tivesse 10% das ideias desse cara...

https://www.youtube.com/watch?v=yP1STtimU8k

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Nobody knows... > https://www.youtube.com/watch?v=MTQJhnA46UA



Escrito por Benett às 15h10
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Crazy, crazy, crazy world...

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Um pequeno resumo da vida >>> https://www.youtube.com/watch?v=i9SSOWORzw4

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Escrito por Benett às 22h23
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Dance me to the end...

Tem algumas porcarias minhas no FLICKR

Acabei de ler que essa adorável senhorita (tem a minha idade) Madeleine Peyroux vai tocar no Brasil, em Florianópolis. Digam-me se ao ouvir esse disco vocês não sentem como se pudessem tocar a própria alma com as mãos?


https://www.youtube.com/watch?v=7OvVlL4rxUA

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Outra tiras...


E por falar em Woody Allen, sabemos que ele irá dirigir uma série para a Amazon. Sabe, acho que Blue Jasmine daria uma ótima série de TV.



Escrito por Benett às 07h41
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Stand by me

***

- Você viu que morreu o cara que fez Stand by me?

- Quem, o Noel Gallagher?

- Não, não essa Stand by me.

- O quê? O John Lennon morreu de novo?

- Ei, estúpido. Ben E. King. A versão original era dele.

- Bem, mas eu gosto mais da do John.

- É... quem não?

Ben E. King era dos Drifters. Da segunda ou terceira formação dos Drifters, porque a primeira era uma m#rda ainda pior, porém divertida. Já postei alguns vídeos dos caras aqui. Ah, não sou professor de história da música ou desses entendidos que vomitam citações obscuras. Apenas que a música negra americana é minha predileta e doo wop é um dos meus estilos favoritos - por mais que uns 70% do que foi produzido pelo doo wop tenha sido lixo meramente comercial. E, cara, se eu soubesse dançar como esses sujeitos dos Drifters eu já teria a existência realizada. No vídeo de Under the Boardwalk, ali pelo 1h30s os caras conseguem errar a coreografia da dança com o maior grau de dificuldade que já vi na vida.

Stand by me

https://www.youtube.com/watch?v=K8Vrmz1hn8Y

Under the Boardwalk

https://www.youtube.com/watch?v=yKmKezVBdOQ

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Depois de Percy Sledge, Ben E. King. O mundo fica bem mais difícil quando as pessoas que a gente gosta vão embora...

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Irrational Man

https://www.youtube.com/watch?v=5Wf-ouBdYY8



Escrito por Benett às 20h15
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Be Young be foolish be happy

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The Tams

https://www.youtube.com/watch?v=Ezpae7vk4Bo

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That's all, folks!



Escrito por Benett às 15h53
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When a man...

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...loves a woman. Eu amo demais essas canções soul/gospel/blues açucaradas e maravilhosas. Percy Sledge agora está comendo grama pela raíz, mas ele deixou essa música maravilhosa - que o deprimente Michael Bolton fez questão de dar má fama para ela, When a Man Loves a Woman. A única coisa comparável a Renascença é a "música negra americana". Bem, eu acredito nessa besteira. No entanto uma das minhas especialidades é acreditar em besteiras. Ei, vamos dar as mãos e ouvir  Take Time to Know Her e acreditar que existe um mínimo de dignidade no ser humano.

https://www.youtube.com/watch?v=vFxnUMdQsPw

Além desse cara ser um dos sujeitos mais bonitos do mundo, ao lado de James Brown e o Leadbelly. Na minha opinião, ao menos. Ouçam esse disco, please:

https://www.youtube.com/watch?v=3_FHlbV9jhk

 



Escrito por Benett às 14h38
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Ghetto Child

Poucas coisas no mundo estão à altura de uma música como essa. Se a mãe de vocês não cantou essa canção enquanto vocês estavam no berço as três da madruga insistindo em não pregar os olhos, ela merece umas palmadas bem dadas. Especialmente pelo amante negro de três pernas. Ghetto Child, everybody. Johnny Copeland >>> https://www.youtube.com/watch?v=nacsQZMOW1Y

Johnny Copeland

Recentemente a editora Mórula, que publica o Amok, sorteou em sua página no Facebook seis aquarelas que produzi ano passado. Não copiei nem digitalizei nenhuma desses desenhos. Abaixo, um dos que foram sorteados mês passado.

E por aqui continuamos com a mesma cara de idiota de sempre.



Escrito por Benett às 12h07
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51 anos!!!

Charge do Jaguar - mestre e ídolo-mor publicada no jornal Última Hora - há 51 anos, quando acontecia o famigerado GOLPE Militar.

 

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Tem uma página no Facebook chamada Página do Benett. Ela não foi feita por mim, não sou eu quem a edito e não sei quais desenhos serão postados lá. Também não vejo as mensagens enviadas e, sendo assim, não tenho como responde-las. Se quiser falar comigo, please, use esse endereço: anedonia@uol.com.br

***

Terence Blanchard tenta provar que Deus existe. E com essa música, ele quase consegue: https://www.youtube.com/watch?v=nyj79ZUaHmc

Uma ilustra para um texto do escritor Luis Henrique Pellanda - o título era Jogo da Forca

Só para constar: o espaço da letra abaixo da forca formam realmente o sobrenome de um escritor famoso. É sempre citado por aqui. Adivinha?

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O maior de todos: MILLÔR



Escrito por Benett às 10h28
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