Let's Cool One

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Just a Gigolo

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Album nostálgico do dia - Motown Meets the Beatles

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bônus traque





Escrito por Benett às 08h46
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Tourette's comix

Nhém!

Eu estava curtindo fazer tiras sem personagem fixo. Sem texto, de preferência. Mas de repente comecei a curtir fazer tira com personagem de novo. Então sentei na prancheta, botei a cachola para funcionar e, de uma vez só, surgiu essa série aí abaixo. Ao todo são 10 tiras sobre o assunto. Mas publico aqui apenas cinco.

Disco nostálgico do dia: Monk's Dream

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Bônus

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???

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Escrito por Benett às 11h38
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We're in the Same Boat, Brother

A arte perturbadora de Mayla Goerisch. Via BoboGraphiCs

Ando satisfeito em desenhar tiras com o mínimo de texto possível. É muito mais desafiador do que se acomodar em cima de um personagem. Por outro lado, ando com saudades do meu único personagem, aquele de boné preto que não tem nome e todo mundo pensa que sou eu. Mas por enquanto ele está no limbo

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David Silverman

 



Escrito por Benett às 13h40
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The Man With the Horn

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Escrito por Benett às 16h24
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All Night Long Blues

ilustração para um texto do Cristóvão Tezza

Anedonia 3

 



Escrito por Benett às 18h58
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In a Silent Way

O desenho acima foi tirado daqui: BLIVET

 

Atualizei meu Blog de Charges

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Um horrível e mal acabado, mal escrito, mal revisado esquete para tv que para a sorte dos espectadores nunca irá para o ar.

No Departamento de Criação de Canções Infantis da P. K. Reta Records dois compositores old school de musiquinhas para crianças tentam segurar a onda de seus empregos.

Compositor 1: - Escrevi mais uma daquelas canções de ninar sensíveis que perdurarão ao longo das eras embalando nossa vigésima, trigésima, quadragésima geração.

Compositor 2: - Manda ver.

Compositor 1(ao piano): -

"Tão-tão-tão lá vem o búfalo tão-tão-tão/

Ele vai pisotear o nenê/

Tão-tão-tão/

Se ele não comer o macarrão- ão-ão/

Mamãezinha vai cair no chão-ão-ão/

Eo búfalo tão-tão-tão /

Vai explodir seu coração-ão-ão".

Compositor 2: - Bravo, sensacional! Tem tudo o que uma canção de ninar pede: culpa cristã, animais assustadores e final trágico. Vamos chamar a Adriana Calcanhoto para gravar!

Compositor 1: - Calma, ainda não está pronta. Preciso dar um jeito de dizer que o búfalo é negro e que a mamãezinha é pobre e tem origem rural...

Compositor 2: - Eu estou trabalhando há uma semana em uma composição nova também. Preciso de sua ajuda para finalizar alguns versos... ela é mais alegre um pouco.

Compositor 1: - Interessante...

Compositor 2 (ao violão): -

"Lá estão os pigmeus/

Praticando canibalismo/

Eles são filisteus /

Praticantes do ateísmo /

Roda, roda, incendeia, incendeia /

Vamos todos festejar!"

Compositor 1: - Estrondoso! Total Cole Porter. Escravos de Jó fica parecendo uma canção do Charlie Brown Jr. perto dela. Mas acho que você devia ateísmo por paganismo. É mais bíblico e, de certa forma, remete à Jesus e a importância da união da família.

Compositor 2: - Tava pensando também em trocar filisteus por fariseus. Isso reforçaria a religiosidade da letra...

Súbito entra o dono da gravadora com o editor de som com cópias das letras em mãos

Dono: - Que porcaria é essa que vocês estão fazendo? Essas letras são velhas, antiquadas, arcaicas. Precisamos de coisas novas, para passar em desenhos animados do Youtube. Mostre para eles.

Editor de som (põe uma fita que toca a seguinte canção, na voz de Caetano Veloso): -

"Oinc oinc, faz o porco /

Quack quack faz o pato /

E o Francisco caiu no mar".

Dono: - É isso. Letra simples, ideia enxuta, mais imagem do que som, entende?

Compositor 1: - Bem, acho que podemos conseguir algo...

Compositor 2: - Isso é lixo comercial! Produto sob medida para fazer dinheiro. Me recuso a fazer concessões. Minha arte não é negociável.

Dono: - Escute, eu estou te dando uma chance. Há 45 anos que você não consegue emplacar nem um Top 100 das músicas infantis. Seu último sucesso foi A Galinha Bêbada e ninguém mais lembra dela!

Compositor 1: - Escute, nós podemos dar um jeito. Podemos criar algo nessa linha. Escute isso (ele canta ao piano): -

"O sasquatch viu a coruja e desmaiou/

Pon-pon!"

Dono: - Vocês têm mais uma semana para escrever um clássico como Caranguejo Não é Peixe. Vejam não estou pedindo nem Terezinha de Jesus, nem O Cravo Brigou com a Rosa. Quero um reles Caranguejo Não é Peixe, entenderam. Uma semana. Ou vocês vão cantar essas canções vagabundas de vocês para os filhos dos craqueiros na Cracolândia!

O Dono sai da sala bufando com o Editor de Som praticamente agarrado em seu saco

Compositor 2: - Se ele está pensando que vou vilipendiar minha poesia...

Compositor 1: - Ei, essa é boa: Vilipendia, vilipendia... peraí. Vilipendia, vilipendia/ Não vilipendia a poesia...

Compositor 2: - Sensacional. Que tal cotia? (cantarola) cotia judia... vilipendia...

fade out e FIM

 



Escrito por Benett às 23h58
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kater Street Rag

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Escrito por Benett às 18h23
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Benett Ahead

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Acho que cansei dessas tiras em tom amarelado... vou começar a colorir tudo agora.

Anedonia 01

Minha incursão por Brasília no Salmonelas

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Escrito por Benett às 23h53
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Don Vito Folquening

Uma tira, antes de cair na estrada

O que ando vendo?

Boardwalk Empire. Admito que ainda não me fisgou completamente, apesar de ter ser quase impecável em sua produção, roteiro, etc. A história é sobre os primórdios da "máfia moderna" nos EUA, aquela que vimos decadente em Família Soprano. Por sinal, talvez Boardwalk não tenha me tocado a alma justamente pela falta do humor de Sopranos, do carisma dos atores (tem Steve Buscemi e só!) e... falta um pouco de emoção, não sei. Mas não desisti ainda. Mas eu queria mesmo ver era Bored to Death voltar...

O que ando lendo?

A Love Supreme, a criação do álbum clássico de John Coltrane. De Ashley Kahn, com prefácio de Elvin Jones. Editora Barracuda, uns 50 pilas. Uma das coisas que mais me orgulho na vida? Ter comprado esse vinil com apenas 16 anos. Sequer sabia do que se tratava. Ah, era na época em que eu e esse cara aí de baixo torrávamos nosso salário de balconista de locadora de vídeo em discos (dava para comprar dois!!!). Que saudades do Vitinho Folquening! O Brasil, dizem, perdeu dois gênios do humor. Quem conheceu o Victor sabe que, na verdade, foram três. Ele era um grande, grande humorista. Teria gostado de ler esse livro. Se é que não o leu.

Adoro passagens como essa, do saxofonista Frank Foster:

Quando eu tocava na orquestra de Count Basie, trabalhei no Jazz Gallery en Greenwich Village, em 1962. Em um dos intervalos, dois caras da minha turma e eu saímos correndo para ouvir Coltrane, que tocava em outro lugar do Village, provavelmente o Half Note. Estávamos na maior pressa de chegar lá e, no meio do caminho, encontramos com ele - e acho o Jimmy Garrison ou McCoy Tyner- bem ali na rua. Nós nos cumprimentamos calorosamente. "Oi, como vai, e aí?" Falamos que estávamos indo para o Half Note ouvi-lo, e ele respondeu: "Cara, a gente estava indo ouvir vocês!". Então ficamos ambos frustrados.

O que não ando lendo? Um Trabalho Sujo, de Christopher Moore. Comprei, comecei a ler mas não engatei. Não é culpa do livro, apenas é que não dá para ler todos os livros que se compra. Parei no meio do caminho de vários outros, mas esse me dá pena porque parece divertido. E paguei meio caro nele, ora bola!

dessas tiras esquisitas




Escrito por Benett às 11h07
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Melhor Fernandes

...nhé!

A charge acima foi publicada na edição de hoje da Gazeta do Povo

*

*

Digitalizei do livro Millôr no Pasquim o texto que considerei o melhor dele por muito tempo - até ler Crítica da Razão Impura ou O Primado da Ignorância.


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Escrito por Benett às 13h41
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FOOOOME

Em toda entrevista os cartunistas têm que responder as mesmas perguntas, o que me leva a crer que somos de fato profissionais de um ofício tão exótico quanto um taxidermista de ideias repetidas. No sensacional O Mágico, de Jacques Tati e Silvayn Chomet, parece que vi naquele hotel de entertainers decadentes uns dois cartunistas em farrapos ao lado de ventríloquos e malabaristas desempregados. Vocês viram essa animação? Bem, é uma das 10 coisas pela qual vale a pena estar vivo. A cena em que o mágico do filme entra no cinema vazio e encontra o próprio Jacques Tati é de arrancar lágrimas. Do que estava falando mesmo? Sim, das mesmas perguntas:

1- Como você começou? 2- Qual a diferença entre charge, cartum e tira em quadrinhos? 3- Como é o processo de desenhar uma charge? 4- Em quem você se inspira para criar seus desenhos? 5- E quando não tem nenhuma ideia, como é que faz? E não é só comigo. Vejo caras consagrados tendo que responder "como começou". Certa vez uma estudante de jornalismo fez essas perguntas para o Ziraldo e ele mandou ela estudar e voltar depois.

Sendo assim, como eles já vêm com as perguntas padrão, acho que vou criar respostas padrão para elas: 1- Por que escolheram justo eu? 2- Já tentou procurar no dicionário? 3- Senta, pensa e desenha. 4- Jornalistas que preguiçosos que não se esforçam muito para pesquisar um assunto antes de entrevistar alguém 5- Fica e responde as mesmas perguntas de sempre.

voltando...

Um cartum idiota mais do que autobiográfico.

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Seria um novo personagem? Não sei, não tenho muita paciência para personagens. A palavra personagem parece que já me engessa e causa uma fadiga uma quantidade bocejos sequenciais que eu até poderia chamar de "arte". Arte sequencial de bocejos.



Escrito por Benett às 20h23
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Cotton Fields

 

Atualizo o blog direto de uma lan-house (por Deus, isso ainda existe?) do aeroporto de Brasília. Acabou a festa. Adorei capital federal. Queria ter tido mais tempo para alugar um carro e desbravar a cidade. Achei fascinante os espaços vazios, os prédios públicos imensos e esquisitos. Estou fascinado pelo Oscar Niemeyer. As obras dele são esquisitas, originais, nada funcionais, escuras, de distâncias looooongas. Para minha sorte, quando viajo para lugares quentes e abafados, levo comigo a chuva e o frio de Curitiba. Volto em breve contando mais a respeito. Aliás, no blog Salmonelas (link vocês sabem onde) tem algumas coisas sobre a viagem.

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BSBD


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Escrito por Benett às 17h00
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A Regressao da Especie

Quando vocês vêem imagens projetadas do rosto de nossos ancestrais, feitas a partir de um crânio encontrado em alguma caverna cambriana, vocês não sentem uma certa afeição por essas... ahn... pessoas? Eu diria que sinto até um certo afeto, uma vontade de abraçar e dar os parabéns: "Cara como você conseguiu viver num lugar como esse, num período como esse? Vocês foram demais, sério mesmo." "Se eles soubessem que tornariam-se celebridades nos dias de hoje talvez tivessem tido um pouco mais de cuidado com os dentes", disse a editora alfabetizada por correspondência de um site de fofocas de celebridades. "É possível que no tempo deles ter dentes cariados e quebrados fossem moda", disse um design ortodôntico de sub-celebridades do bairro. "Sinal de que comeu muita carne de quagga", acrescentou o guarda-mirim que estava passando por perto e não resistiu a inserir uma chiste a mais na cena deprimente. Enfim, eles estavam fazendo apenas um badulaque para pegar formigas e no final estavam escrevendo a História da Humanidade. Não é sensacional?

As vezes olho para esse Paranthropus boisei (acima) e vejo semelhanças e resquícios físicos inegáveis com pessoas dos dias de hoje. O cara que me fechou no trânsito e depois ficou dirigindo ao meu lado buzinando e girando o indicador na altura da orelha, por exemplo, não tem o que tirar nem por de um hominídeo pleistosceno. É possível que o primata fosse um pouco mais fino ao tratar com pessoas desconhecidas. Vejam que simpatia a desse Australopithecus arafensis (abaixo), ele certamente foi um figura e tanto na sua época. Carismático, contador de histórias, cara de quem conhece as pessoas certas. Vejam como seus olhos transmitem um ar amistoso de quem acabou de entrar em uma festa pelo tapete vermelho, mas que no fundo pode fazer coisas que deixariam Hannibal Lecter se sentindo uma joaninha do Smilinguido. Esse Australopithecus devia ser o cara que quando chegava num lugar cheio de crianças, distribuía caramujos africanos para elas como se fossem balinhas de banana.

Eu não sei se "aqueles é que eram os bons tempos" mas vendo hoje como se comportam as pessoas no trânsito, na "night", em repartições públicas, nas ruas, nas academias, nas redes socias, penso em como um Homo habilis ficaria desapontado conosco, com o rumo que tomamos em direção à estupidez plena e a futilidade onipresente. Não estou falando de desenvolvimento e tecnologia. Mas sim de comportamento. Se um fantasma do futuro surpreendesse nosso amigo Australopithecus arafensis a noite e lhe trouxesse voando para nossos tempos, ele ficaria assustado com tanta falta de civilidade. Se o levassem ao show do comediante que fez a milionésima piada sem graça racista dessa semana, ficaria não apenas assustado mas profundamente de surpreso com a qualidade baixa das nossas piadas. Por certo em uma noite de melancolia profunda sentaria-se numa pedra e com o cotovelo apoiado no joelho e os dedos dobrados debaixo do queixo se perguntaria "foi pra isso que fizemos essa porra de evolução"?


Little Baby

Cartum do dia




Escrito por Benett às 23h21
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Line'en

Hamf...

Charges, tiras? Nõa sei, mas o grande barato do humor gráfico agora são mesmo os cartuns. Jaguar, eles não morreram!

It's time to play the musicIt's time to light the lights, It's time to meet the Muppets On the Muppet Show tonight!

Ilustração para um texto sobre a importação de jegues pelo governo chinês para fins... culinários!




Escrito por Benett às 15h37
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Pinocchio

God Don't Like It - Blind Willie McTell ( feat. Kate McTell)

queria que fosse minha festa de aniversário...

ilustra para um texto do cristóvão tezza...



Escrito por Benett às 22h22
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