Sinking faster than a boat without a hull

Sonnet >>> https://www.youtube.com/watch?v=JsyIcSmfM4w

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Minhas botas estão piores do que essas. Estou quase virando um mujique.



Escrito por Benett às 00h00
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Notas de inverno sobre impressoes de verao

If the river was a whisky >>> https://www.youtube.com/watch?v=rL4J-XIAKvw

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Escrito por Benett às 13h35
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Hello Sunshine

SFA > https://www.youtube.com/watch?v=njaYAccqpqk

Noite do mundo

O ser humano é esta noite, este nada vazio, que contém tudo em sua simplicidade - uma riqueza infindável de muitas representações, imagens, das quais nenhuma lhe pertence, ou não estão presentes. Esta noite, o interior da natureza, que existe aqui - o puro si- em representações fantasmagóricas, é noite em toda parte, na qual nasce aqui uma cabeça ensanguentada - e ali outra aparição branca e terrível, de repente aqui diante dela, e depois desaparece simplesmente. Avistamos esta noite quando olhamos seres humanos nos olhos - uma noite que se torna terrível.

Hegel

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Escrito por Benett às 17h42
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Escrito por Benett às 10h17
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Dessas coisas que te fazem chorar um dia inteiro >>> http://www.aescotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/numa-manha-de-escuridao/

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Escrito por Benett às 12h37
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Escrito por Benett às 20h02
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Submissao

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Mais ou menos da mesma maneira como no livro de Michel Houellebecq, que é o título desse post, estamos sendo envolvidos por uma nuvem sombria de dominação religiosa, que vem se expandindo de acordo com desejos de poder de uma determinada classe política, a um ponto onde a cegueira é praticamente irreversível e o caminho, sem volta. A laicidade do Estado foi negociada em troca de votos, cargos, favores, reputação. Dá arrepios pensar que a Constituição tem menos importância que a Bíblia e orar um Pai-Nosso é um ato cívico. A bandeira hasteada no Congresso foi a da mediocridade. O atraso se tornou o eterno momento da vida política do Brasil. A democracia nesse nosso país é tão real quanto a cena do Moisés abrindo o mar em Os Dez Mandamentos.

Ver aqueles ogros de terno e gravata no Congresso votando em "nome da família e de Deus" é como se eu tivesse entrado por engano no vestiário dos Orcs depois de uma partida de futebol. A imagem dos trolls, gritando e gargalhando, pulando, machistas, cuspindo e se xingando, é um espelho social que fomos forçados a olhar a contragosto. É um espelho onde o reflexo distorce a realidade: pensávamos que éramos uma coisa, mas a imagem revela que somos bem mais grotescos. Por fim, achei que iriam puxar um Pai-Nosso em versão micareta para encerrar o espetáculo. Depois disso, Freaks ficou parecendo um filme de sessão da tarde. Acho que nunca mais vou conseguir dormir com a luz apagada.

Benett

Twin Peaks para alegrar o dia >>> https://www.youtube.com/watch?v=jYIvbZ5MffU

01 - A primeira de uma série de tiras sobre Shakespeare que estou desenhando para o jornal





Escrito por Benett às 10h19
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Sings for Oscar

editorial cartoon


Anita O' Day > https://youtu.be/PqVwf18Q9kI

na falta de desenho uma foto do bom e velho (cada vez mais velho, agora quarentão!) Benett e sua cara de idiota com o osmbros doídos.



Escrito por Benett às 10h54
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Lulu's Back in Town

Desde que comprei Mutts - Os vira-latas, da editora Devir, a tira de Patrick McDonnell tornou-se a minha favorita dos últimos tempos, pelo humor pra lá de sofisticado e seu desenho que remete a Krazy Kat e acho que até mesmo Gato Felix. Segundo Ota, que organizou a coletânea da Pixel, Mutts - Cães, gatos e outros bichos, o cachorrinho da tira é inspirado no vira-latas da RCA Victor. O humor fascinante de Donnell está irretocável na nova publicação, segue a melhor tradição das melhores comic strips de Brant Parker, Johnny Hart e o velho Dik Browne. Com a poesia de Schulz. Duvidam? Leiam abaixo:

Mutts - de Patrick McDonnell

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Monk >>> https://www.youtube.com/watch?v=9QAYpuTLhVk&ebc=ANyPxKpBFgcI51h1yKi7XtddcZWr3QhMnUeTZMKRybMzKTE5Nid9HKwyQVggNBE7VNSCd4nSGss3wJOr-rzYzFXtJq7SXdoBXw



Escrito por Benett às 16h51
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PERFECT

Tijuana Moods >>> https://www.youtube.com/watch?v=aGsVqF-URXc

Manhã de escuridão

No trajeto de sete quadras até a banca de jornal vi pelos menos três momentos de estresse no trânsito, gente se buzinando e se xingando e de cenhos franzidos prontos para morder quem cruzasse a sua frente. Na banca, uma mulher espumando vociferava "o que mais falta para prenderem o Lula?". Um acusação formal, um julgamento decente e um veredito seria o mais razoável, pensei comigo. E ela me olhava fixo como se estivesse tentando identificar em mim um "petralha" - por não entrar na conversa e não compartilhar o ódio em comum aos comunistas. Se eu não odeio comunista, logo, eu devo ser um, não é mesmo? E então ela xingava um ministro do STF e me olhava fixamente, enquanto eu folheava uma revista Piauí com a Dilma na capa. Considerando que não são nem 9h da matina, ela já deve ter alimentado a bíle com colunistas da Veja e comentaristas da Jovem Pan.

Em cima do balcão adesivos com a imagem de Sergio Moro escrito "República de Curitiba - aqui se cumpre a Lei". É um delírio achar que a lei realmente se cumpre porque, se pegarmos exemplos da Assembleia Legislativa do Paraná, podemos pendurar esses adesivos no teto como armadilhas de moscas, porque eles estão apenas propagando uma mentira bairrista que algumas pessoas acabam alucinando voluntariamente com orgulho. Hoje as pessoas falam "tá na Constituição" como quem diz "tá na Bíblia". Uma verdade absoluta inquestionável. Eu coloco a sentença "todos são iguais perante a Lei" como sendo da mesma ordem sobrenatural da "multiplicação dos peixes": algo impossível de acontecer.

Volto para a casa e quase sou atropelado por um motorista nervoso, vítima de um buzinaço de outros motoristas. Minha gata me recebe com a indiferença habitual dos gatos. Um alívio voltar para a "república da minha casa" e saber que nem todo mundo está rangendo os dentes de ódio. (Benett)

Coragem, o cão covarde


Tem um desenho que, para mim, é uma pequena obra de arte: Coragem, o cão covarde. Eu amava de verdade e sentia uma grande compaixão por esse cãozinho. O Coragem é um pequeno gênio, fofinho, tem um baita dente cariado e desafortunadamente leva a vida mais infeliz do mundo. Muito por culpa de Eustácio, o velho mais cretino da história dos desenhos animados. Nesse episódio "Perfeito" até comprou uma corneta para infernizar o cachorro - "vou montar minha banda de cornetas quebradas". Mas muito por culpa, também, de Lugar Nenhum, o lugar onde eles moram - que recebe a visita recorrente de aliens, lobisomens, big foot e tudo o que a imaginação nervosa de Coragem enxergar nas sombras das paredes. Experimentem ver meio bêbado ou chapado que vocês terão uma crise de riso até seus olhos explodirem. Esse episódio é um dos meus favoritos e agora me pergunto por que nunca falei desse desenho aqui?

https://www.youtube.com/watch?v=4vsXpjRI6h8




Escrito por Benett às 17h45
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A Night in Tunisia

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Enquanto desenho > https://www.youtube.com/watch?v=KxibMBV3nFo

Tempos sinistros...

Golpe nunca mais!

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Apoteose da Guerra - Vasily Vereshchagin




Escrito por Benett às 18h09
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Raskolnikov

01

Acordei hoje pela manhã de uma noite de sono intranquilo e... tava passando Maridos e Esposas na TV. Depois vim para meu pequeno estúdio e lembrei desse maravilhoso disco, que embalou algumas noites de solidão miserável no começo dos anos 90, Piazzolla & Mulligan. O filme e o disco evocaram a névoa nostálgica daqueles tempos. Meu irmão me contou ontem que terminara de rever Nosferatu e o banzo se alojou em definitivo na minha cachola vazia. Senti saudades de ver pela primeira vez O Gabinete do Dr. Caligari, Metropolis, King Kong (o primeiro), filmes que eu e meu eterno amigo de infância Victor convencíamos o dono da locadora comprar, em troca de fazer a fita se alugada pelo menos 100 vezes (mesmo que para isso eu e ele tivéssemos que alugar nós mesmos umas 50 vezes).

Aqueles eram tempos de descobrir filmes, músicas e autores. Não, não sinto saudades da época. Eram tempos horríveis, as pessoas se vestiam muito mal. Seinfeld, por exemplo, usava uma camisa azul imensa (eu tinha uma igual) por dentro da calça (mas eu não usava por dentro da calça) com um par de tênis branco do tamanho da cabeça dele. Eu sinto saudades é de ficar fascinado com alguma coisa. Naquela época eu tava descobrindo o sexo, o que também me deixava fascinado... mas conseguir sexo era mais difícil do que obter a cópia original de Nosferatu, podem crer.

Enfim, vamos ouvir Summit e deixar a nostalgia para os velhos (cof-cof...)

Mulligan & Piazzolla, pessoal: https://www.youtube.com/watch?v=UCz1SMf-fS4

Raskolnikov in the Attic - por Fritz Eichenberg




Escrito por Benett às 07h59
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Art Tatum

Leião, por favor >>> http://www.gazetadopovo.com.br/blogs/salmonelas/

 

Stompin' at Savoy > https://www.youtube.com/watch?v=ZuQQgV92rFM

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XXX


A resposta é não, eu não consegui sentar numa mesa de bar e falar sobre Irrational Man. A bem da verdade acho que tenho muito poucas pessoas na minha com quem eu poderia falar sobre o filme. Aliás... falar sobre qualquer coisa que não sejam problemas de família. Falar sobre Art Tatum. Sobre quanto Art Tatum pode entrar na vida de uma pesssoa e mudá-la para sempre. Art Tatum é recorrente em filmes do Woody Allen, assim como Dostoiéski. Impressionante como quando você lê Dostoievski ele não é apenas Dostoiesvski. Ele é Salinger, Kafka, Woody Allen. Irrational Man e Crimes e Pecados é Dostoievski descarado. Acho importante sentar na mesa de bar em uma tarde como hoje e falar sobre isso. Ou não falar nada, afinal, o mais importante é sentar numa mesa de bar. Pode ser sozinho, mas de preferência com alguém. (Benett)

Ideia para um conto: um sujeito fascinado por livros do Dostoieski senta na mesa de um bar todos os dias procurando alguém para falar sobre o escritor russo. Nunca encontra ninguém. Até que um dia, o próprio Dostoieski senta-sem em sua mesa.

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Escrito por Benett às 18h51
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Tommy Gun

Tempos sinistros. Política sinistra. Não gosto muito de bandas com temas políticos, mas...

The Clash é o que há! >>> https://www.youtube.com/watch?v=bFHEuKkTa5k

01 - o futuro presidente pertence ao passado

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03 - Belgium

04 - Brasil

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Escrito por Benett às 16h33
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"Seria muita fdptice construir uma máquina do tempo para voltar no tempo e escrever A Máquina do Tempo antes do H. G. Wells?" A Máquina do Tempo de Wells é um livro que me é especialmente maravilhoso - se eu tivesse uma dupla sertaneja o nome seria Morlock & Eloi - e há tempos eu abro aleatoreamente em alguma página para reler algumas passagens. Ontem lembrei do livro tomando banho, quando vi uma dessas pequenas mosquinhas de banheiro que se esfarelam quando entram em contato com a água. Imaginei que, se o box fosse uma máquina do tempo, eu estaria com problemas e a relação acabou indo até A Mosca, de Cronenberg, que também é excepcional - adoro o fato do personagem ter um guarda-roupa inteiro de roupas idênticas, coisa que eu fiz durante a adolescência. Mas, enfim, não é disso que eu queria falar.

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Desses textos que começo e nunca termino. Na verdade são ideias rabiscadas aguardando oportunidade (que eu sei que nunca surgirá) de ver a luz do sol:

Sem título

Eu era daqueles garotos que viviam enfiados no quarto com a cara grudada num livro, mas meu grau de miopia e estrabismo mal me deixavam enxergar as letrinhas das páginas e isso causou uma certa comoção no coração bondoso do meu avô que, a despeito de nossa pobreza comovente, arriscou seu emprego para conseguir um par de óculos para mim.

Ele trabalhava num ferro-velho separando milhares de parafusos velhos, porcas, roscas, arruelas, pregos, tachinhas, tarrachas, ganchos, grampos, buchas e todo tipo de pequenas peças de fixação metálica. Depois de separadas ele as colocava em grandes gavetas de madeira, lixava, polia, etiquetava e organizava tudo antes de mandar para a oficina, onde eram vendidos ou reaproveitados, ou para um galpão onde ficavam lá provavelmente para sempre.

Ele fazia isso há 30 ou 40 anos ou antes mesmo de terem inventado os carros e vocês podem imaginar que isso era de uma pobreza não apenas financeira, mas existencial, de fazer chorar uma máquina de compactar lata-velhas. Para isso usava algumas lupas e foi com as lentes de duas lupas velhas e uma armação adaptada de um óculos para soldar e alguns centímetros de fio de cobre, que ele fez meu primeiro par de óculos. Foi numa linda manhã de verão. Ele se preocupava muito para que eu estudasse e tivesse um destino diferente do seu.

- Aqui está. Acho que você vai conseguir ler melhor seus livros. Só cuidado, não olhe com eles para direto para o sol... eu disse nããããoooo...

Fiquei quase seis meses para recuperar a retina que o sol queimou e minha visão piorou de maneira considerável. Eu agora ficava feliz por conseguir enxergar a estante de livros. (...)


Outra porcaria que não merece ser levada adiante. Se eu gostasse de desenhar como gosto de escrever...

Sem Título II

(dois jovens de fora da cidade espreitam a mitológica casa do mitológico escritor Dalton Trevisan. Eles estão de mochila, parecem turistas perdidos numa típica tarde de outono em Curitiba)

 

ELE: - O Dalton, o Dalton. Aquele é o Dalton Trevisan.

 

ELA: - Como você sabe?

 

ELE: - Só pode ser: é velho, tá de boné, tá na casa do Dalton Trevisan... que mais evidências a gente precisa?

 

ELA: - E se for o pai dele?

 

ELE: - O pai do Dalton? Eu não tinha pensado nisso. Só se ele tiver uns 150 anos. Não vê, o Dalton tem uns 90 anos.

 

ELA: - ... é, talvez.

 

ELE: - Ah, acha que um escritor rico e de renome nacional, respeitado e famoso no planeta inteiro desde o século XIX iria morar com o pai? Olha, é ele sim... tá de bonezinho e tudo.

 

ELA: - Rico e usa boné de posto de gasolina? Ahan, sei.

 

ELE: - Você não entende. É o charme dele... Escritores não precisam aparentar riqueza, mas têm que ter estilo, uma assinatura. Uns usam cachimbo, outros suíças e o Dalton tem o seu boné.

 

ELA: - Ele deve ser dono do posto de gasolina que tá no boné dele.

 

ELE: - É verdade.

 

ELA: - Escritores não ficavam ricos no Brasil escrevendo livros. Ou eles são escritores ou ficam ricos.

 

ELE: - Bom... é uma ótima teoria. Pode ser que ele aparente levar uma vida miserável só para não ser sequestrado ou coisa assim. A casa dele é bem humilde, ele até planta árvores de cabeça para baixo.

ELA: - Mas aposto que no subterrâneo deve ter uma mansão gigantesca com 200 cômodos, piscina términca... tipo um bunker, saca?

ELE: - É provável. Ninguém conseguiria escrever de um jeito tão prolífico como o Dalton morando num lugar tão barulhento.

 

ELA: - Vamos tirar uma foto.

 

ELE: - Não!!! Não sabe que ele não gosta de tirar fotos? Faz uns 40 anos que ele não tira fotos...

 

ELA: - Ele nunca tirou uma selfie???

 

ELE: - Nunca. Parece que tem a ver com raios gama emitidos pelos fótons que entram em contato com enzimas especiais que ele tem no corpo e ativam uma reação entre os elétrons de seu cérebro... é complicado explicar. Mas parece que afeta a libido dele.

 

ELA: - Vou pedir para ele tirar uma foto da gente então.

 

ELE: - Tá maluca? Ele deve ter tanta ojeriza de adolescentes quanto tem de prostitutas baratas.

 

ELA: - Ah, qualé. Uma só. Ele nem vai perceber. Ele nem deve saber.

 

ELE: - Não, não. Você tá brincando com coisa séria. Isso é como mexer com Ouija, tudo começa de maneira inocente e, quanto vemos, estamos sendo perseguidos por demônios milenares que querem atravessar o portal para nosso mundo.

 

ELA: - Vamos lá. Eu sei que ele adora moreninhas como eu.

 

ELE: - OK, mas é só porque é o Dalton. Se fosse o Salinger eu não iria.

 

(Os dois atravessam a rua, chegam até o portão da casa, entram silenciosamente e forçam com cuidado o trinco da porta)

 

ELE: - Tá trancado.

 

ELA: - Tem uma fresta na janela.

 

(Eles abrem a janela, uma cortina esvoaça como se tivesse vento no interior da casa... de repente os dois são puxados violentamente para dentro e a janela se fecha abruptamente).



Escrito por Benett às 13h49
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